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Cearense Karim Aïnouz é convidado de honra em festival na França
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Cearense Karim Aïnouz é convidado de honra em festival na França

Diretor cearense Karim Aïnouz e realizadora argentina Albertina Carri são convidados do 37º festival Cinelatino na França
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Karim Aïnouz é destaque em festival francês nos dias 21 a 30 de março
 (Foto: João Filho Tavares)
Foto: João Filho Tavares Karim Aïnouz é destaque em festival francês nos dias 21 a 30 de março

O diretor brasileiro Karim Aïnouz e Albertina Carri, estrela do cinema independente argentino, serão os convidados de honra do 37º festival Cinelatino em Toulouse, na França, de 21 a 30 de março.

Considerado um dos principais festivais de cinema ibero-americano na Europa, o Cinelatino também oferecerá uma visão atual dos filmes feitos por diretores indígenas.

Onze filmes foram provisoriamente selecionados para a competição oficial e, entre longas e curtas-metragens, o público francês poderá assistir a cerca de 150 obras. Este ano, o evento será realizado em vários cinemas de Toulouse devido às obras da cinemateca da cidade.

Aïnouz é um dos cineastas mais importantes do cenário brasileiro, alternando trabalhos filmados no Brasil, como "Motel Destino", que concorreu à Palma de Ouro este ano, e obras internacionais, como "O Jogo da Rainha" (Firebrand), com Jude Law e Alicia Vikander, que também foi apresentado em Cannes, em 2023.

Nascido em 1966 em Fortaleza, Karim também tem raízes argelinas e, em 2019, filmou "Marinheiro das Montanhas" (2021), uma homenagem à memória de seu pai. Seu primeiro longa-metragem, "Madame Satã" (2002), ganhou vários prêmios em festivais de todo o mundo, inclusive o de melhor filme em Chicago.

"Eu fui criado sempre achando que o Ceará era um lugar que estava na margem do mundo. Não só no cinema, mas em tudo. Eu acho que é uma afirmação da cultura da gente, da potência que a gente tem no Ceará, e de um estado que tem continuidade nas políticas públicas como nenhum outro estado no Brasil", ressaltou o cineasta, em entrevista ao O POVO em Cannes, em maio deste ano, evidenciando a virada de chave da percepção do cinema cearense além das fronteiras. 

Albertina Carri, nascida em 1973 em Buenos Aires, é autora de um cinema às margens, que desafia as noções de sexo, pornografia ou a instituição da família.

A retrospectiva de sua filmografia preparada pela Cinelatino inclui "Las hijas del fuego", que ganhou o prêmio de melhor filme de 2018 no Festival de Cinema Independente de Buenos Aires. Seu documentário "Cuatreros" também venceu o prêmio principal em sua categoria no Premio Sur em 2017.

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