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Mostra de Artes revela novos talentos e projeta futuro da classe artística cearense
Vida & Arte

Mostra de Artes revela novos talentos e projeta futuro da classe artística cearense

A 12ª Mostra de Artes da Escola Porto Iracema das Artes (Mopi) reúne programação musical nesta quinta-feira, 20, e sexta-feira, 21, no palco do Cineteatro São Luiz
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Simone Sousa e banda apresenta Omi Onã na  12ª Mostra artística da Escola Porto Iracema das Artes (Foto: Micaela Menezes/divulgação)
Foto: Micaela Menezes/divulgação Simone Sousa e banda apresenta Omi Onã na 12ª Mostra artística da Escola Porto Iracema das Artes

Poesia e acordes se unem para trazer duas noites musicais ao palco do Cineteatro São Luiz. O tablado nobre da arte cearense recebe nesta quinta-feira, 20, e na sexta-feira, 21, uma série de shows que fazem parte 12ª Mostra de Artes da Escola Porto Iracema das Artes (Mopi).

A programação é resultado das 33 pesquisas desenvolvidas nos Laboratórios de Criação da Escola. Os trabalhos foram modelados a partir dos processos de criação dos artistas envolvidos no projeto e de tutores designados pela escola.

Como resultado do trabalho de sete meses, a Mopi é um dos momentos mais importantes do ano letivo da escola pública, segundo os artistas participantes. Outras linguagens também são contempladas dentro da programação. Para a musicista Simone Sousa, o estudo na Escola Porto Iracema das Artes foi "um divisor de águas" em sua carreira.

"Eu acredito que a Mopi é, na verdade, a culminância de algo muito maior. De um processo em que todos vivenciaram, eu sei que eu só posso falar por mim, mas se todo mundo tiver vivenciado como eu, foi um crescimento assombroso na carreira artística", destaca.

Durante a experiência educativa e imersiva, a também professora de música deu vida à pesquisa de "Omi Onã". A palavra na língua iorubá que intitula o projeto significa "caminho da água", escolha feita a partir das mensagens de canções que deram início a um novo ciclo na vida da artista.

"Eu entrei no laboratório porque eu queria contar uma história por mim mesma. Eu tenho outras composições também, mas não estava satisfeita. Em 'Omi Onã', quando eu falo de água, eu estou falando de várias coisas, mas especialmente de emoções, sensações, de sentimentos que estiveram comigo ao longo desse caminho que trilhei", desabafa.

A apresentação da musicista vai contar com oito canções - todas foram compostas para o projeto e vão integrar o próximo álbum de Simone Sousa. As canções são autorais e algumas contam com parcerias. Os músicos que acompanham o projeto são Jefferson Portela, Kelvin Motta e João Marcos. Além dos músicos, Simone também recebeu apoio de um tutor designado pela Escola Porto Iracema das Artes: Douglas Germano.

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Outros tutores dos Laboratórios de Criação - profissionais experientes que acompanham de perto os processos e as apresentações dos projetos orientados ao longo do ano de estudo - também vão participar da Mopi.

No total, entre os anos de 2013 a 2024, são 699 artistas contemplados em 285 projetos divididos entre as linguagens dança, teatro, audiovisual, artes visuais e música. Nesta edição, mais de 70 artistas realizam programações gratuitas durante o mês de março em diferentes espaços culturais de Fortaleza - como Hub Cultural Dragão do Mar, Theatro José de Alencar, Cinema do Dragão, entre outros.

Assim como Simone, Lucas Montalto, integrante da banda Pira Coletiva, vai compor a programação da mostra. O grupo, que também é formado por OTER.P e SKILO, leva nesta quinta-feira, 20, o projeto "Carnaval do Futuro (Sem Futuro)", que carrega uma mensagem de atenção às decisões tomadas.

"A Pira Coletiva fala sobre a gente cuidar para não ficar errando da mesma forma que a gente vem errando nos tempos. Para esse show, o repertório, além de contar sobre história, faz parte do EP que a gente vai lançar", aponta o artista.

Lucas também ressalta que o novo projeto traz a junção de ritmos para compor a história cantada, mas o rock predomina. "A gente tem ali músicas que têm frevo, tem músicas que têm o pagodão. O catalisador de tudo é sempre o rock, então é algo bem explosivo mesmo", ressalta.

O artista destaca que a mostra vai para além do evento e assume a importância do processo criativo. Ele ressalta como o apoio da Escola Porto Iracema das Artes consegue despertar novos talentos na Capital.

"A Mopi é mais do que só um evento, ela é uma árvore ali que vem crescendo com os frutos dos trabalhos de todos os artistas durante esse processo da escola do porte da cena das artes. Eu acho que a escola é um grande facilitador para a cultura mesmo", destaca.

Nesta quinta-feira, 20, no Cineteatro, também vão ser realizadas as apresentações "Codinome Rosatomica", de Má Dame, com Negocélio, JPreto e Marcus Au; e "Vermelho & Preto", de Uirá dos Reis, com Gabriel de Sousa e Ivan Timbó.

Já na sexta-feira, 21, o público acompanha o show "Um sonho na gaveta aberta", de Alcio Barroso, com Iago Barroso, Guilherme Mendonça e Gabriel Vieira; e "Kariri Sax apresenta Músicas do Kariri", de Robson Almeida, com Luis Felipe, Caio Francys e Ana Priscila Mendonça.

Programação musical da 12ª Mostra artística da Escola Porto Iracema das Artes

  • Quando: quinta-feira, 20, e sexta-feira, 21, às 18h30min
  • Onde: Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 - Centro)
  • Gratuito
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