Enquanto uma das forças motrizes para a disseminação da leitura e da literatura no Ceará, a Bienal do Livro atravessa o fio narrativo de mais de 30 anos desde o seu nascimento, em 1994. Inicialmente nomeada Febralivro, ela ganhou corpo e dimensões maiores a cada edição, se notabilizando por promover a educação e a cultura.
Antes dela, porém, uma instituição já se notabilizava por abraçar esses objetivos. Em 2025, a Fundação Demócrito Rocha (FDR) celebra 40 anos com participação especial na Bienal. Lançamentos de livros, contação de histórias, materiais promocionais são algumas das ações que atravessam a comemoração.
Com o slogan "40 anos — Milhões de Histórias — Educação. É o que fica", a FDR destaca sua trajetória na promoção da educação, arte e cultura. "Através da literatura, ressaltamos a importância da FDR nesses campos, com uma campanha integrada que celebrada nossas quatro décadas de contribuição cultural", pontua Andrea Araujo, gerente de Marketing & Design na Fundação.
Junto com Deglaucy Teixeira, gerente educacional da FDR, ela explica como a história da instituição se relaciona com a proposta da atual edição da Bienal. Ela resgata como a FDR se dedica desde o início a projetos que promovem educação e cultura e também destacam a literatura.
"Nossa participação nesta edição reforça nosso compromisso com esses valores, alinhando nossa história com a proposta do evento de valorizar a contribuição das mulheres na literatura e na sociedade", compartilha. Escritoras que estão em destaque na Bienal são títulos da Coleção Nova Terra Bárbara das Edições Demócrito Rocha, que serão lançados neste evento: Francisca Clotilde, Alba Valdez, Adísia Sá, Henriqueta Galeno e Emilia Freitas", compartilham.
Como mencionado, um dos lançamentos previstos na programação da FDR é o da Coleção Nova Terra Bárbara, com livros sobre autores como José Alcides Pinto, Juvenal Galeno, Gerardo Mello Mourão, Francisco José de Abreu Matos e Suzana de Alencar Guimarães. Haverá também lançamentos de obras como "Tempo Menina", de Célia Gurgel, e "Contos do Estranhamento", de Roberto Smith. As ações acontecem dentro da Casa Vida&Arte.
Diante da magnitude de um evento como a Bienal, a participação da FDR é "fundamental, pois reforça seu compromisso com a democratização do acesso à leitura e ao conhecimento", de acordo com os gerentes.
Raymundo Netto, gerente editorial e de projetos, pontua como a trajetória da instituição é marcada pelo destaque a bandeiras como pesquisa científica, defesa e garantia de direitos, cidadania e democracia, ainda mais como "um pilar na democratização do acesso ao conhecimento" por meio de cursos de extensão gratuitos ou programas, projetos e ações diversas. "Celebrar os 40 anos da Fundação Demócrito Rocha é reconhecer o impacto profundo que suas iniciativas têm tido na vida de milhares de pessoas", elabora.