O total de 13 milhões de refeições foram distribuídas pelo Ceará Sem Fome, do Governo do Ceará, desde o lançamento do programa no ano passado. O número foi divulgado pela coordenadora do programa e primeira-dama do Estado, Lia de Freitas, durante o primeiro Festival Ceará Sem Fome, realizado neste sábado, 15, no Centro de Eventos, em Fortaleza.
O Ao todo, 120 cozinhas e 3 mil cozinheiros e cozinheiras voluntários foram selecionadas para produzir as refeições distribuídas no evento.
Aos 80 anos de idade, a voluntária Socorro da Silva atua, há 41 anos, no preparo das refeições no bairro José Walter, na Capital. "Eu vivo dentro de uma comunidade e vejo a necessidade que tem cada um do nosso povo. Estamos ajudando aquele mais carente, aquele que tem mais necessidade. Antes do Ceará Sem Fome, a gente já fazia as refeições porque o objetivo sempre foi ajudar os necessitados. Não podia ver tantas pessoas precisando e não ter quem fizesse nada", comenta a cozinheira.
Desde os 9 anos de idade, o cozinheiro João Nilson, 24, acompanha ações voluntárias no município de Iguatu, a 361,1 quilômetros de Fortaleza, por meio da distribuição de sopão ao público mais vulnerável. O local, que funciona dentro da Igreja, passou a integrar o programa no ano passado e a preparar os alimentos para a distribuição. "É triste você ver uma pessoa com fome e não poder ajudar. É um ato de amor. O programa veio para nos auxiliar e todo dia a gente faz um gesto de amor, que é entregar um prato de comida", conta.
Ao todo, por meio do programa, o Estado tem 1.080 unidades. Presente no evento, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou a ampliação do número de cozinhas a partir de julho. "Nós estamos discutindo a ampliação do número de cozinhas e beneficiários. Queremos ampliar a partir de julho", afirma.
Durante o evento, o chefe do Executivo estadual informou que foram investidos mais de R$ 400 milhões no programa para apoiar as cozinhas, que já atuavam no Estado. "Nós prorrogamos o Ceará Sem Fome por seis meses, podem se preparar, enquanto tiver cearense passando fome, vai ter apoio às cozinhas do Ceará Sem Fome até o final do nosso governo",
No ano passado, o Ceará fez parceria com 24 unidades gerenciadoras, que são organizações sem fins lucrativos já experientes em gestão de projetos governamentais, e que recebem recursos do Estado e distribuem a verba para o funcionamento das cozinhas. As unidades funcionam divididas em lotes por bairros, em Fortaleza, e por municípios no Interior do Estado.
Uma das atividades principais foi o preparo das refeições com as convidadas Bela Gil, culinarista e apresentadora, e da empreendedora social e fundadora do projeto Favela Orgânica, Regina Tchelly, que preparam, ao lado de voluntárias do programa, refeições com dicas de preparo para uma alimentação saudável e do aproveitamento eficiente do alimento para garantir a segurança alimentar.
Para a culinarista Bela Gil, o papel das cozinhas e de quem atua nas unidades é transformador. "Os voluntários exercem um papel fundamental na vida das pessoas que é garantir um direito básico, à alimentação adequada e saudável. Admiro muito o Ceará Sem Fome e acredito que ele deve ser replicado para o Brasil inteiro, porque só assim a gente consegue concretizar a boa alimentação", defendeu.