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Metrofor fecha 2018 com prejuízo de R$ 180,9 milhões
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Editor-executivo de Economia, é especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará e mestre em Psicologia pela Universidade de Fortaleza. É vencedor de vários prêmios de jornalismo, como o Petrobras, Anac e ABCR.

Metrofor fecha 2018 com prejuízo de R$ 180,9 milhões

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O prejuízo da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) somou R$ 180,90 milhões em 2018, 8,1% maior que o registrado em 2017, quando o déficit foi de R$ 167,34 milhões. De acordo com balanço financeiro divulgado pelo Governo do Estado, desde que o Sistema Metroviário do Ceará começou a operar comercialmente com a Linha Sul de Fortaleza, em outubro de 2014, a empresa acumula prejuízo de R$ 880,84 milhões. Também entram na conta o VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) da Linha Oeste, que liga a Capital cearense a Caucaia, e os metrôs do Cariri e Sobral.

Apesar de o lucro bruto do Metrofor, obtido pelas tarifas pagas pelos passageiros, ainda estar longe de cobrir as despesas operacionais do equipamento, a companhia comemora o aumento da movimentação de pessoas que utilizam o sistema. Em 2018, por exemplo, a Linha Sul, que interliga Fortaleza às cidades de Maracanaú e Pacatuba, na Região Metropolitana, recebeu 8,64 milhões de passageiros, número 32% maior que os 6,53 milhões contabilizados no ano anterior. Considerando todos os ramais, foram mais de 13 milhões de passageiros transportados. Nesse total, também está incluída a movimentação de mais de 591 mil pessoas do VLT Parangaba-Mucuripe, em operação assistida desde julho de 2017.

Mesmo com o sistema deficitário, a receita operacional do Metrofor, que corresponde ao valor que a empresa recebe pela venda de seus produtos, cresceu 43,4% em razão da maior demanda de passageiros. Passou de R$ 18,52 milhões em 2017 para R$ 26,56 milhões em 2018. Por outro lado, ao longo desses 12 meses, a valorização do Metrofor recuou 0,5%. O total geral do ativo da companhia, que representa o conjunto de bens e direitos de uma organização, foi de R$ 1,89 bilhão para R$ 1,88 bilhão.

Em relação à Linha Sul, o Governo destaca que, no ano passado, foi implantado um sistema de telecomunicações ao longo da ramal e nos trens. Também observa o início do funcionamento de negócios não operacionais no equipamento, por meio do fornecimento de diversos serviços, como lojas, exploração de mídia e máquinas de vendas automáticas, com expansão prevista para 2019.

Além disso, aponta o projeto de envelopamento nas áreas externas dos trens com informes publicitários. "Ainda na Linha Sul, foi inaugurada em maio de 2018 uma área de lazer, com 127 metros quadrados, ao lado da Estação Juscelino Kubitschek, com diversos brinquedos e equipamentos de ginástica, na avenida João Pessoa", acrescenta.

Em março do ano passado, o Governo lançou edital da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) que antecede a Parceria Público-Privada (PPP) para a concessão do Sistema Metroviário do Ceará à iniciativa privada, que terá o direito de operar e explorar as linhas, além de cumprir, a longo prazo, uma agenda de manutenções e ampliações em todos os ramais. A expectativa era que o edital para a PPP fosse publicado ainda em 2018. Mas, agora, a atual gestão trabalha com prazo que pode se estender até 2020. O Governo ainda tenta destravar a obra da Linha Leste, que ligará o Centro de Fortaleza ao Papicu.

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