Alan Neto
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

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Opinião

Ceará: além da altitude

Lançar em campo uma equipe totalmente reserva, também não esquecer, foi opção feita pela diretoria do Ceará
Jael, na foto cercado por jogadores do Bolívar, perdeu pênalti
Jael, na foto cercado por jogadores do Bolívar, perdeu pênalti

.ACHAR que o empate (0 a 0) foi um ótimo resultado, embora se reconheça o esforço do Ceará com sua equipe reserva, é desconhecer que não há, no futebol, até que se prove em contrário, resultado melhor.

OPÇÃO ESCOLHIDO

.LEVAR e lançar em campo uma equipe totalmente reserva, também não esquecer, foi opção feita pela diretoria do Ceará, com anuência da Comissão Técnica. Entende-se que o Alvinegro poderia vencer o jogo se Jael tivesse feito o gol de pênalti. Se não marcou, a culpa é totalmente dele. Virou vilão.

PRIORIDADES

.DEIXAR a equipe titular descansando e treinando para o jogo com o Bahia, decidindo a Copa do Nordeste, foi, também decisão da diretoria. Fácil chegar a conclusão de que, para ela, a prioridade era o tri do Nordestão jamais a Sul-Americana neste momento.

RISCO CALCULADO

.PARA ser melhor entendido. Optar por uma formação reserva em La Paz foi um risco calculado, daquele tipo - se perdesse não foi a força máxima; se empatasse estava de ótimo tamanho e se perdesse o torcedor entenderia.

OLHO NO RANKING

.CHEGA-SE a conclusão inevitável de que o futebol boliviano, por não estar no ranking dos melhores da América do Sul, atrás de Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Chile e Peru, rivalizando-se com a Venezuela, tem dois representantes de qualidade técnica bastante duvidosa.

VIBRAÇÃO JUSTIFICADA

.ASSIM como é fácil entender-se a vibração da torcida do Ceará com o resultado. Menos pelo que o time rendeu, disposto nem tanto a vencer, sim, a não perder, simplesmente porque estava em campo o segundo quadro alvinegro. Só por este fato, mais nenhum. O resto mais é farofa.

LADO BOM

.COMO tudo na vida há sempre um lado bom e o outro ruim, pois nada é perfeito. Lado bom - observando mais de perto vários reservas num jogo de timbre internacional, Guto sabe que pode contar com o ótimo goleiro João Ricardo, sombra assustadora para o Richard; com o bom quarto zagueiro Jordan; com Marlon, atuando em sua verdadeira posição e o Buiú firmando-se cada vez mais na lateral. Finalmente, a gratíssima surpresa, Jorginho, que, daqui pra frente pode, sim, ser a sombra do Vina.

LADO RUIM

.ASSIM como deve ter se decepcionado cada vez mais com o colombiano Gonzalez, com Jael que teve a vitória nos pés e outros que foram fazer figuração. Pelo seu olho clínico de treinador, deve ter concluído que o Bolívar tem muito mais fumaça e do que fogo. Ou seja - um time apenas razoável.

ENCANTOS DA MORDOMIA

.MESMO tendo que puxar pela nota - e não é pouca - a mordomia contratada pela diretoria, voo direto sem escalas, tem seus encantos, sim. Terminada a partida, passagem pelo hotel para lanche e troca de roupas, depois daí entrada no avião, que aqui pousou antes das 10 da manhã.

MEDIDA PREVENTIVA

.POR conta da altitude o Ceará alugou 5 cilindros de oxigênios que foram úteis, sim, intervalo e, principalmente, final do jogo. Guto, por exemplo, foi visto tomando, devido a tensão da partida. Outros jogadores, também. Nada que provocasse outros danos. Curiosidades - os mais jovens como Buiú e Rick, os que sentiram os efeitos dos mais de 3 mil metros de altitude.

COM UMA LUPA

.URGENTE, urgentemente, o Ceará precisa encontrar um batedor de pênaltis. As experiências feitas com Vina, e agora Jael, resultaram negativas. Exceção feita ao colombiano Mendoza, único a marcar, assim mesmo diante da indecisão dos companheiros. Bateu mal o pênalti, mas a bola entrou.

CALÇÃO APERTADO

.POR ter as coxas excessivamente grossas, Jael está tento dificuldade em encontrar um calção que lhe fique bem. Quanto mais tenta acomodá-lo no corpo, a situação piora. É esperar que num esforço maior, um deles se rompa. Aí o vexame será maior...

OLHAR VESGO

.EMPRESÁRIOS da terra, nem aí pra investir no futebol. Neste segmento são mãos de vaca. Devem entender que é um patrocínio inútil. Ceará fez três jogos internacionais, sem que seu precioso espaço master, fosse ocupado por uma marca local. Enquanto isso, o Bolívar ostentava a poderosa marca da Chevrolet.

 

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