Alan Neto
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

Alan Neto
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Opinião

Ceará por pouco não venceu o Bolívar

Alvinegro esteve muito mais perto da vitória do que o adversário
Sul-Americana: Ceará empata com Bolívar na altitude de La Paz
Sul-Americana: Ceará empata com Bolívar na altitude de La Paz

- CEARÁ esteve muito mais perto da vitória do que o Bolívar da partida de ontem a noite, embora o 0 a 0 não tenha sido de todo um mal resultado. Mas a vitória teria sido muito mais vantajoso.

- MELHOR chance, na penalidade que Jael bateu por cima da trave, esquecendo que, em clima rarefeito a bola torna-se mais leve, ou aparentemente mais leve. Esqueceram de dizer isso a ele, jogador tão tarimbado, tantas as camisas vestidas.

- À RIGOR falta ao Alvinegro um batedor de pênaltis que não tem. Contabilizando, foi o terceiro pênalti que a equipe desperdiça na temporada. Ainda bem que o Vina não estava em campo ou se atrevesse a bater no lugar do Jael. Estaria, hoje, crucificado.

- OUTRO lance de perigo foi provocado por Cléber na reta final da partida, quando a bola bateu o travessão, dando até a impressão de que entraria. Se ganhasse o fundo das redes seria a consagração dele.

- JUSTIÇA seja feita ao Bolívar que atacou mais, tentou o gol com mais intensidade, deu até a impressão de que venceria fácil. Não foi por falta de chances, nem por falta de pressão. Louve-se nesse quesito a boa postura da defesa do Ceará, a partir do goleiro João Ricardo. Ele não é bom, é ótimo. Te cuida, Richard!

- LÓGICO que atuando dentro dos seus domínios, ainda com a vantagem da altitude onde já é acostumado a jogar, o Bolívar que tem um bom time, era o favorito. Além do mais, encontraria pela frente o time totalmente reserva do Ceará. Só não esperava tanta resistência e tanto empenho dos alvinegros.

- ATÉ deu a impressão de que, cada jogador do Ceará valia por dois. A palavra de ordem era a de não perder e esse objetivo foi conseguido. O empate sem gols premiou muito mais ao Ceará do que ao Bolívar, por mil e um motivos.

MESMA CARA

- GUTO Ferreira, mesmo com uma formação reserva, exceção de Charles que não poderá enfrentar o Bahia, não mudou a sua postura tática que todos conhecem. Ainda assim esteve mais perto da vitória, malgrado a famigerada altitude que a todos assustam.

- ÓTIMA atuação da dupla de zagueiros, especialmente Jordan, os laterais se soltaram mais, Buiu, por exemplo, esteve muito mais a vontade do que na estreia contra o Bahia. Do outro lado Kelvin não decepcionou, nem poderia render mais do que aquilo.

- PALAVRA de ordem era a de evitar que o Bolívar chegasse ao gol e isso, mesmo com muito empenho, foi conseguido. Sólida a atuação da meia cancha com Sobral e Marlon que atuaram juntos no Sampaio Correia. Na linha de frente, Guto apostou na experiência de Jael. Deve ter se decepcionado com a perda do pênalti. Se convertido daria ao Ceará uma vitória consagradora.

- EVIDENTE que o problema da altitude foi um obstáculo a mais enfrentado pelo Ceará. No segundo tempo, então, quando os efeitos foram maiores, tinha jogador pedindo que o mundo se acabasse. Neste item a logística funcionou bem, aquela de chegar no dia do jogo.

- BOLÍVAR deve ter se surpreendido com a produção do Ceará, a forma como se posicionou, embora fosse dono das ações, o objetivo que era o de balançar as redes alvinegras não foi conseguido. Menos por falta de esforço, mais pela má pontaria do seus atacantes, somada as boas defesas de João Ricardo.

E SE FOSSE O PRINCIPAL?

- LAMENTO maior dos bolivianos, era o jogo ao seu feitio para assumir a liderança do grupo. O empate (0 a 0) deixou o Bolívar em maus lençóis pois o segundo jogo será aqui no Castelão. A fama de, dentro de casa, vencer mais do que perder, o empate deixou-lhe um travo de derrota.

- CABE perguntinha inútil? E se fosse o time titular do Ceará venceria o jogo? Nunca se sabe. A equipe reserva mandada a campo pelo Guto Ferreira não decepcionou, antes pelo contrário. Se o objetivo era o de não perder, o empate soou-lhe como uma ótima prenda.

- CEARÁ bem mais perto da classificação no seu grupo, com os dois empates conquistados fora. Dois jogos no Castelão, lhe dão esta grande chance de pensar mais alto. Embora com um pé na frente e o freio de mão pra qualquer emergência. Nisso, o Guto Ferreira é mestre.

BOCA DE FORNO

- FRIO de 16 graus, obrigou o técnico Guto Ferreira a usar três casacos, um deles, aliás, especial... /// PROCURA-SE urgentemente um batedor de pênaltis no time do Ceará. Vina de tanto perder, desistiu. Jael, ontem, foi uma negação. Faltou em campo o Mendoza que, mesmo não sendo especialista, pelo menos foi o único a converter, embora batendo mal... /// ONTEM a noite ficou provado que o outro colombiano trazido pelo Ceará, Gonzalez, é muito pior que seu conterrâneo. Sequer calça-lhe as chuteiras... /// ENQUANTO o jogo do Ceará atuava na Bolívia, aqui, no Castelão, o Ferroviário esperou até que a partida terminasse pra enfrentar o Icasa. Pelo Estadual, bem entendido. Que programão!

 

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