Alan Neto
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

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Opinião

Campo arrancado, Vina sumido e mais do rame-rame de um Clássico-Rei insípido

Clássico-Rei equilibrado terminou em 1 a 1 pela Copa do Brasil
Clássico-Rei equilibrado terminou em 1 a 1 pela Copa do Brasil

- POR falta do que dizer, ou o de que fazer, criaram uma celeuma grande pelo fato de o goleiro Felipe Alves, após ter levado o gol, quase frango, do Ceará, arrancou placa do gramado que estava solta. Evidente não foi por causa do pedaço de grama solta que ele tomou o gol do Cléber. Houve falha e o goleiro, à procura de um bode expiatório, foi lá e arrancou a placa de grama. Sentiu-se "vingado"...

O PROTESTO

- PARA completar a cena, o presidente do Ceará, Robinson de Castro, e o treinador, Guto Ferreira, foram tomar satisfações com o árbitro, exigindo dele uma punição para o goleiro tricolor. Raciocínio da dupla. Felipe fez aquilo pra prejudicar o goleiro Richard, que ocuparia aquela trave no segundo tempo. Diante de tanto besteirol, o árbitro fez ouvidos de mercador. Detalhe: a solução foi logo achada. A administração do estádio pôs outra placa de grama, problema resolvido.

O GATO OU O RATO?

- VINA, que renovou contrato com o Ceará, recebendo uma baita bolada, continua com a bola cada vez mais murcha. Foi a pior figura em campo de um clássico insípido. Até dá a entender que a diretoria desconhece o assunto e o técnico Guto tem medo de barrá-lo. Vina já está merecendo o banco de reservas faz tempo. Quanto a sua bola redonda do ano passado, de duas uma — ou o gato comeu ou o rato roeu...

TERMINANTEMENTE PROIBIDO

- POR ordem expressa do Ministério Público foi proibida a colocação de faixas e mosaicos nas arquibancadas do Castelão. É praxe em outros estádios, as torcidas organizadas, já que não podem estar presentes, enfeitarem as arquibancadas. O que temia o MP em tudo isso? Que, após o jogo, os torcedores dos dois clubes, do lado de fora, ficassem a espera de entrar no Castelão para removerem os apetrechos. Para evitar o pior, a proibição foi a melhor solução. Melhor pra quem, cara-pálida?

FREGUESIA ABERTA

- COMO os números não mentem, vamos a eles? Quatro clássicos entre os maiores rivais do futebol cearense, o Ceará não conseguiu vencer o Fortaleza. Quando não perde, empata. Não demora e corre o risco de virar freguês de caderno. Precisamente aí onde o mora o perigo.

NOVO ESTILO

- AOS poucos o técnico argentino Juan Pablo vai conseguindo impor seu modelo tático — 3-5-2. Aquele que transforma meios de campo em laterais. Está sendo difícil alguns jogadores assimilarem, mas Juan Pablo não muda seus conceitos. É assim que se joga na sua terra. Pelo sim, pelo não, é uma inovação tática. Acontece que a Argentina não é aqui.

O ATREVIMENTO

- GUTO Ferreira lançou Rick na ponta-esquerda, herança do jogo passado quando o mixtão do Ceará enfrentou o Grêmio, ele deu um show. Rick não repetiu a atuação, mas não é o caso deixar de insistir com ele. Ótima surpresa foi João Victor, que entrou no segundo tempo, outro emergente das bases, que aplicou um lençol de voleio desmoralizante no Tinga, no lance mais bonito de um clássico pobre de técnica e de emoção.

NEM A SOMBRA

- PIKACHU, que tinha sido o grande nome do jogo contra o Atlético-MG, diante do Ceará não foi sequer a sombra. Teve até a chance de se consagrar, mas perdeu o gol mais feito, fazendo o mais difícil. Quem conhece de perto seu futebol, sabe que Pikachu sempre foi de alternar bons e maus momentos. Tradução: num jogo arrasa. No outro some.

POR CIMA E POR BAIXO

- KLAUS aos poucos vai se firmando. Porém, como alternativa. Barrar o Messias ou o Luiz Otávio será muito difícil. Klaus, nas bolas aéreas, por conta da sua estatura, consegue aparecer bem. Por baixo, bola rasteira, no mano a mano, é um Deus nos acuda.

FALTA DE SINTONIA

- NA época do Ceni, David era o atacante mais perigoso do Fortaleza, a ponto de ameaçar a artilharia de Wellington Paulista. Com o argentino Juan Pablo, seu futebol está sumindo. Ele alega estar faltando uma melhor sintonia. Só não diz com quem.

BOCA DE FORNO

- TRÊS brigões do Ceará, no jogo contra Bahia (Mendoza, Jael e Gabriel Dias), protagonistas do quebra pau, pegaram um gancho daqueles do STJD. Vão prejudicar a campanha alvinegra no Brasileirão. Se mal pergunto — a diretoria do Ceará, que paga rigorosamente em dia, os deixará impunes?

- BASTA copiar o exemplo do Bahia. Ao lateral Nino Paraíba, que começou tudo, a diretoria do clube baiano aplicou-lhe 30% de multa em seus salários.

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