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Ceará e Fortaleza decidem classificações na Sul-Americana e Libertadores
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

Alan Neto esportes

Ceará e Fortaleza decidem classificações na Sul-Americana e Libertadores

O QUE não vai faltar esta semana para os clubes cearenses são jogos, quase um atrás do outro. Alvinegro um patamar abaixo, caso da Sul-Americana, enquanto o Fortaleza busca afirmar-se na Libertadores
Taças da Copa Libertadores e Copa Sul-Americana na sede da Conmebol (Foto: Divulgação/Conmebol)
Foto: Divulgação/Conmebol Taças da Copa Libertadores e Copa Sul-Americana na sede da Conmebol

O QUE não vai faltar esta semana para os clubes cearenses (Fortaleza e Ceará) são jogos, quase um atrás do outro. Alvinegro um patamar abaixo, caso da Sul-Americana, enquanto o Fortaleza busca afirmar-se na Libertadores.

SÃO duas competições distintas. Uma a mais, outra a menos, mas não é este o caso se a dupla cearense se sair bem. Por enquanto ainda dão os passos trôpegos em busca de afirmação. Assim como podem ir mais longe, subindo degraus, poderão também descer a ladeira. Espera-se prevaleça a primeira a hipótese, por conta do bairrismo.

FAZER previsões se irão mais à frente é correr risco de cair do cavalo. Assim como dá certo, pode ser um desastre. São equipes de outros países, a rigor não tão superiores assim, exceções à parte, claro. Há os bons, os regulares e os ruins. Em qualquer competição que se realize, seja a dimensão que tiver, esta divisão não foge à regra. Entre mortos e feridos, a dupla está se safando.

TERREIROS DISTINTOS

CADA qual no seu terreiro, no aguardo do que possa acontecer de bom, de ruim ou de pior. Só existem esses três caminhos por onde tanto Fortaleza quanto Ceará devem trafegar. As primeiras impressões são meras perspectivas. O andar da carruagem definirá o rumo das coisas.

FORTALEZA está na Libertadores, um torneio bem mais importante pela qualidade dos concorrentes. Não chegou ali por obra do acaso, nem desceu de paraquedas. Fez jus pela campanha que realizou no Brasileirão, fatiado em várias fases. Há os que estão em segundo plano, caso do Ceará, porém, aquinhoado com uma vaga na Sul-Americana, uma competição também importante, embora não tanto quanto a Libertadores.

PERDA DE TEMPO

FICAR catando se um mereceu mais que o rival é outra perda de tempo, totalmente inútil. Se estão lá, que os dois procurem se safar com campanhas dignas. Ceará, por exemplo, já entra em campo amanhã, jogo de volta contra o Strongest, logo cedo no Castelão. Pela teoria, tangida pelo resultado do primeiro jogo, o Alvinegro tem toda condição de seguir em frente.

DIA seguinte será a vez do Fortaleza, valendo pela Libertadores, enfrentar o Estudiantes, da Argentina. Em termos de competições, o estofo maior é a Libertadores. Não esquecer detalhe significativo, para os argentinos, evidente. A partida será realizada em Buenos Aires.

ESTUDIANTES está na fila dos três melhores clube do futebol da Argentina, ao lado do Boca e River Plate, os eternos rivais. Fazer qualquer previsão é algo temeroso, não obstante o primeiro resultado entre os dois.

ISSO posto, com a entrada da Sul-Americana e da Libertadores, amanhã e quinta-feira, interrompe-se o andamento do Brasileirão, cujos jogos serão apenas no final de semana. Tanto embola a cabeça do torcedor quanto as duas competições. Separá-las é que são elas, mas o torcedor que não é bobo, sabe como fazê-lo. Pela rivalidade entre tricolores e alvinegro, é um querendo ver a caveira do outro. Alguém duvida.

OUTROS CAMINHOS

NO Brasileirão, os dois buscam melhores classificações, como se não quisessem sair de onde estão. O Fortaleza, por exemplo, estagnou na lanterna, apegou-se a ela de tal forma, de lá não quer sair. Uma situação dramática, para não dizer vexatória. O que se passa com o Tricolor?

POR qual razão sua diretoria não radicaliza, fazendo uma limpeza geral, a partir do Vojvoda, que só teve começo. Já disse uma vez, repito mil. Fora brasileiro já estaria no olho da rua fazia tempo. Argentino goza de privilégio, por vezes, inexplicáveis. Talvez por falar em idioma diferente.

INCRÍVEL em tudo isso é não se ouvir um único protesto da torcida tricolor, aguentando e engolindo tudo calada, sem dar um pio. Tempos do Rolim e do Gumercindo, o homem do charuto, a história estaria sendo contada de outra forma. Marcelo Paz, tão falante, não abre a boca, a não ser para lamentações tolas e óbvias.

NO GALOPE DO OUTRO

CEARÁ também não fica tão atrás assim, embora somando 18 pontos, na posição de número 15. À frente do rival maior por 8 pontos. Já é uma vantagem considerável, até porque o Tricolor não sai do atoleiro em que se meteu.

A RIGOR são duas campanhas que beiram a mediocridade total, ao menos para um. O outro, caso do Ceará, ainda consegue respirar um pouco mais aliviado, separado em apenas duas posições da zona de rebaixamento. Trocou de técnico e, por enquanto, não deu em nada. Marquinhos Santos ainda não disse a que veio.

PIOR é o Fortaleza, que é obrigado a aguentar o Vojvoda, sem vislumbrar que possa ter uma alavancada, a se tirar pelo futebol de qualidade paupérrima que vem praticando. Só assim se justifica sentar na praça na última posição, acompanhado de Juventude, Cuiabá e Goiás. Eles se merecem...

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