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Reminiscências da Copa do Mundo do Catar
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

Alan Neto esportes

Reminiscências da Copa do Mundo do Catar

Final melancólico para nossa seleção. Fracassou, decepcionou, não ganhou absolutamente nada. Jejum de duas décadas, sem que qualquer atleta do Brasil fosse lembrado para a seleção do Mundial
Tipo Opinião
Taça da Copa do Mundo 2022 (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)
Foto: Odd ANDERSEN / AFP Taça da Copa do Mundo 2022

EMBORA a Copa do Mundo já tenha, para muitos, o efeito de página virada, contudo não se trata de uma competição qualquer para ser esquecida num simples estalar de dedos. Pelo fato de o Brasil ter sido um fiasco? Mas todos já anteviam o que poderia acontecer e não deu outra. Ninguém é mais bobo em futebol para não saber que com aquela seleção não iria muito longe, como na verdade não foi. Tantos os erros, infantis em sua maioria. No somatório deles teria quer dar naquela melada.

SEM esquecer de somar a safra de bons jogadores no futebol brasileiro, craques, então, esqueçam também. O que poderia provar que seria um caso à parte, jamais salvação, caso Neymar, em nada ajudou, ao contrário, foi um monumental fiasco.

REMINISCÊNCIAS podem ser comparadas a leite derramado, para melhor ficar entendido. O que ficou desta última leva dificilmente servirá para a próxima, a não ser queiram continuar bisando o fracasso. São os tradicionais masoquistas de plantão, quer dizer, aqueles que adoram sofrer. No futebol brasileiro, então, este tipo de figurinhas carimbadas, a cada dobrar de esquina existem às pencas.

SÉRGIO Ponte, irmão tão querido quão perspicaz, com seu olho clínico para enxergar o que está por vir e acontecer, traz outro balaio de fatos que passaram ao largo para a maioria.

CLAMA para que um estatístico, tipo Thiago Minhoca, venha em seu socorro, e no meu também, para saber qual foi mesmo a colocação do Brasil na Copa recente. E se não for pedir muito, no ranking da Fifa qual a posição da nossa seleção? Se é para completar a trilha de sofrimento e decepção, uma a mais, ainda cabe nas contas deste rosário de amargura. Sinta-se à vontade e fique à disposição, caro Minhoca, ótima revelação, mais uma da Rádio O POVO.

IMAGENS da TV no mundo inteiro exibiram o desdém de Mbappé ao presidente Macron ao tentar consolá-lo pelo fracasso da França. Aliás, não foi só uma. Foram duas, no campo e na entrega das medalhas. Educação, enfim, não ficou para todo mundo. Que pegou mal, claro que sim, não para o presidente francês, sim para o jogador, cuja máscara supera o tamanho da Torre Eiffel.

ALGUÉM terá reparado? Poucos ou raros, caso do Sérgio, atento aos pequenos detalhes, precisamente aqueles que fazem a história. Anotem, pois — nenhum jogo da Copa conseguiu atingir a marca de 90 mil torcedores. Nem mesmo a decisão, embora chegasse perto. Argentina, além de campeã, foi também a primeira em arrecadação e presença de público pagante.

MAIS uma vez, o presidente Infantino, da Fifa, em plena cerimônia que finalizou a Copa, estava lá de terno e tênis branco, deselegância para chocar o mundo. Tão diferente de Havellange, que primava pelo item de elegância, até na combinação das meias com a gravata. Havellange, por sinal, falava fluente e correntemente cinco idiomas.

TOTALMENTE desnecessária a conduta de Emanuel Martinez, exibindo a luva de ouro, por ter sido escolhido o melhor goleiro, num gesto de esnobismo sem a menor razão de ser. Tivesse outra conduta para calar a boca dos franceses que não aquela. Pegou péssimo para a sua imagem. Se é que ele está se importando com isso...

BEM que Messi, o craque da Copa, chamou a esposa Antonella para dentro do gramado. Ela não foi. Menos por questão de esnobismo, muito mais por timidez. Mandou os três filhos. Antonella preferiu o anonimato, comum ao seu estilo. Optou em esperar que tudo terminasse para só então ficar ao lado do marido. Os fotógrafos e câmeras se fartaram...

DE nada adiantou o lobby da imprensa brasileira para que o árbitro Wilton Pereira estivesse no apito da final. Enquanto isso, o outro apitador brasileiro, Raphael Claus, foi novamente regra-três na decisão do terceiro lugar, que ocorreu sábado. Muito pouco para o tamanho da sua pose.

FINAL melancólico para nossa seleção. Fracassou, decepcionou, não ganhou absolutamente nada. Jejum de duas décadas, sem que qualquer atleta do Brasil fosse lembrado para a seleção do Mundial. Alguém, por acaso, fez por onde? Zero à esquerda.

PROCURA-SE alguém para suceder o Tite, que fracassou redondamente. Por enquanto são todos muito parecidos. O segundo mais cotado, Renato Gaúcho, bom técnico, caso raro de craque de futebol se transformar em bom treinador. Renato só precisa acabar com a mania de ainda se achar atleta, até nos bordões usados nas tradicionais, e por vezes chatas, entrevistas coletivas.

EMANUEL Martinez, mostrou ao mundo como se pega penalidades. Além da frieza, o incrível senso de colocação, como se já soubesse que caminho a bola tomaria.

ESTA não foi a última Copa do Galvão Bueno. Foi, também, no modelo de 32 seleções agrupadas numa única sede. Em 2026, serão 48 distribuídas em três países da América do Norte. Volto a repetir — não vai demorar muito para virar uma monumental e feérica feira livre. De Copa do Mundo, chega. Encheu até as tampas...

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