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De volta ao trabalho: Fortaleza visita o Cruzeiro na retomada do Brasileirão
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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

Alan Neto esportes

De volta ao trabalho: Fortaleza visita o Cruzeiro na retomada do Brasileirão

Tricolor retorna, assim, a sua vida normal de viagens-concentração-jogos-avião-aeroporto, um ritual que só terá fim quando dezembro chegar. Preferiu antecipar em um dia sua chegada a Belo Horizonte
Tipo Opinião
Técnico Juan Pablo Vojvoda conversa com jogadores em treino do Fortaleza no Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici (Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC)
Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC Técnico Juan Pablo Vojvoda conversa com jogadores em treino do Fortaleza no Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici

COMO na vida há sempre uma primeira vez, Vojvoda jogará contra o Cruzeiro, que jamais enfrentou em sua carreira. Explica-se. O clube mineiro passou três anos penando na Série B, isto é, Segunda Divisão.

ACABOU também o bem bom de treino-descanso, que jogador não gosta, mas não há outro jeito. Tricolor retorna, assim, a sua vida normal de viagens-concentração-jogos-avião-aeroporto, um ritual que só terá fim quando dezembro chegar. Preferiu antecipar em um dia sua chegada a Belo Horizonte.

TUDO bem, nada contra, acontece que, a partir de agora, não pode mais alegar poupar jogador por problema de estafa ou cansaço. Não vale mais esse tipo de desculpa que tanto faz o gênero do argentino. Lema é recuperar o tempo perdido, escalar, daqui pra frente, o que há de melhor, ou menos ruim, se for o caso.

PRÊMIO A QUEM MERECE

ÓTIMA campanha do Ferroviário, em sua divisão, fez o presidente Aderson Maia Júnior conceder ao técnico Kobayashi cinco dias para curtir a família em Santos. Incrível, mas verdadeiro. Afinal, o Ferrão é o melhor dos 64 clubes, mesmo na quarta divisão brasileira.

QUEM, por acaso, reparou? Fase auspiciosa do Ferrão está sendo vivenciada sem a presença em campo de Ciel, seu principal jogador, de fora há quatro meses, por contusão. Faz falta? Tanto não faz que o Ferroviário segue sua campanha sem abalos, de vento em popa.

NOVELINHA À VISTA

COMEÇA mais uma novelinha, dentre incontáveis. Desta vez entra em cena a renovação de Erick, hoje a estrela do Ceará. Recado linha direta ao presidente J.P — se não mantiver o Erick no clube, enfrentará a revolta da torcida alvinegra. Por enquanto ele navega em águas mansas, mas nem sempre será assim.

TAMBÉM não duvidem. Se aparecer proposta, seja de quem for, para levar Hygor, Luvannor, Barcelos e Michel Macedo, um de cada vez, ou os quatro juntos, o Ceará libera no ato. Quem empurrou esse quarteto goela abaixo do então presidente Robinson só podia odiá-lo...

MÃO na massa, engatilho mais uma. Esse hiato de 15 dias sem atividade esportiva, o secretário Quintino Vieira, ao menos, lembrou-se de mais uma reforma no gramado do Castelão? Se não o fez, deixou passar em branco a grande chance. Acorda, Quintino!

FAÇAM AS APOSTAS

ALGUÉM sabe, por um acaso, quem é o chinelino de Porangabuçu? Na fila — Luiz Otávio, Lucas Ribeiro, Formiga ou Michel Macedo? Quem acertar ganha um pôster do Barrocas. Aliás, qual deles fez falta? Quem acertar ganha outro pôster.

APRESENTE-SE quem inventou o falso de que o Lucas Ribeiro, há oito meses sem jogar, porém, recebendo em dia, é a solução para tapar o buraco da iluminada defesa alvinegra? Acorda, Barroca!

CHAMARIZES

MERA curiosidade. Nos últimos seis jogos, Fortaleza e Ceará levaram, juntos, 240.430 torcedores, abarrotando o Castelão.

TRICOLOR, em três jogos (Vasco, Palmeiras, Bahia), teve 125.834 de presença de público. Já o rival, diante do Novorizontino, Chapecoense e CRB, levou 114.596 abnegados. Se alguém quiser traçar um paralelo entre o peso dos adversários, de um ou do outro, sinta-se inteiramente à vontade.

VEM OU NÃO VEM?

COMO o futebol cearense adora inventar novelinha, ou, no caso em questão, sarna para se coçar, a do Marinho, por exemplo, chega ao seu décimo dia. Capítulo final sempre adiado. O que vem atrapalhando as negociações é a vida extracampo do jogador, razão principal de o Flamengo dele querer se livrar. Se ele faz lá no Mengão, clube de primeira linha do futebol brasileiro, imaginem aqui.

PACTO (?) firmado entre as diretorias. Total perda de tempo saber o custo do jogador, envolvendo luvas e salários. Ninguém abre a boca. Só não querem é criar confusão no ambiente tranquilo, ao menos aparentemente, dos dois cubes.

BAIXO CLERO

FIM de semana no futebol cearense não foi tão eficiente. Dos cinco em ação, só Ferrão e Atlético venceram. Caucaia e Floresta perderam. Pacajus empatou. Ok, ok, mas o que é que o torcedor tem ver com isso?

HIDER Ponte, irmão tão querido, virou ombudsman da coluna, naquela de corrigir meus escorregões. Foi Karl Max quem disse, na sua Teoria da Relatividade, em 1843 — "Investimento alto, lucro alto", não o Silvio Carlos, como escrevi aqui. Remete à célebre frase de Napoleão Bonaparte — "Prefiro os que me criticam porque me corrigem, aos que me bajulam porque me corrompem". Então, fica combinado assim.

Foto do Alan Neto

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