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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

AlanNeto • Opinião

Tentáculos

Por

- Explica-se e justifica-se presença de público de ontem à noite, Castelão, (Ceará x Internacional), quando se esperava bem mais.

- Motivo simples. Torcedor está guardando dinheiro, que já é curto, nesses tempos bicudos de hoje, economia em baixa, inflação em alta, pra ver Clássico-Rei domingo, aliás, último do ano.

- Este clássico, volto a repetir, deverá definir destino da dupla para o próximo Brasileirão, de 2020, crescendo assim de importância.

- Qual, então? Ou dois ficam — é o que todos queremos — ou um desce e outro fica, pois descer os dois é hipótese (quase) impossível.

- Quem prevalece, então, cara-pálida, segunda hipótese, aquela do um fica, outro desce, quer arriscar? Vale perguntinha inútil? Então, lá se vai — vale morrer?

Quantas vezes?

- Bronca do Fortaleza contra dois pênaltis não marcados, jogo contra o Corinthians, plenamente justificável.

- Não é a primeira, nem será a última, pois elas se repetirão. Muitas pela frente nesta fase de afunilamento do salve-se quem puder.

- Árbitro potiguar assumiu sozinho a responsabilidade, sequer consultou o VAR. Pelo visto não teve, tanto que mandou lance prosseguir.

- Podia consultar, pra limpar a consciência suja, fez ouvidos de mercador, se é que o VAR o acionou.

- Casos assim ele não é obrigado a atender. Dentro de campo, continua soberano. Pinta e borda. O apito é seu. A responsabilidade também. VAR é uma espécie de guardião pra tirar dúvida, não mandar na arbitragem.

- Cearense Dacildo Mourão também defende essa tese. Se o norte-riograndense Max não quis ouvir opinião de ninguém, ônus da responsabilidade é sua. Se não marcou o que houve, ele fingiu não ver, aí é problema dele, que venha arcar com responsabilidades futuras, que certamente não existirão.

- Como assim? CBF e seu departamento de árbitros, entre Corinthians e Fortaleza, termos de força política, é como se um elefante estivesse num ringue do MMA para enfrentar um coelho.

Fator fundamental

- Longe de desmerecer ou duvidar da honestidade de quem quer que seja, até prova em contrário, causou estranheza indicação de um apitador do Rio Grande do Norte pra direção deste jogo.

- Primeiro, nunca ter sido usado na Série A. Segundo, futebol potiguar em baixa, pois ABC na Série C e América, Série D, porque ele o escolhido?

- CBF alega que todos são iguais diante dela. Acredite se quiser. Há um outro ponto — árbitro nordestino apitando jogo de um clube do Nordeste, se Natal é bem ali?

- Digamos na pele dele. Diante de um torcida gigantesca como a do Corinthians, dentro de Itaquera, contra o Fortaleza com poucos torcedores, quem tem apito... tem medo.

- Lance duvidoso, árbitro fraco, olha pro estádio cheio de torcedores famélicos, querendo reabilitação de qualquer forma, de repente, um olho vagueia e o outro vira as costas.

- Quem disser que fator psicológico não pesa nessas ocasiões não conhece o mínimo da matéria. Tem peso (quase) fundamental. Não teria num Dacildo, Leandro, Gilberto, Louralber, nossos quatro grandes árbitros, puxando brasa pra terrinha.

- Pra completar. Estrilo do Fortaleza, entrará num ouvido, sairá no outro. Aliás, bronca é direito de qualquer um. Ouvi-la é que são elas.

Lição preciosa

- Ceni protestou de forma fina e navalhante ironia. Resolveu elogiar arbitragem e o VAR. Da boca pra fora, bem entendido. Se fosse protestar podia dar bronca.

- Precisa, porém, aprender lição dada pelo português Jorge Jesus. Ei-la. Erro de treinador é ficar mudando equipe por qualquer coisa, pior ainda poupar jogador.

- Direto ao ponto do português. Se jogador ganha bem e em dia pra jogar, vai jogar sim, além do que titular é titular, reserva é reserva. Estamos conversados.

- No Fla, jogador só é substituído em caso de contusão grave. Vide caso do seu lateral, que até de touca pra proteger a cabeça é escalado.

- Ceni mudou quatro, quase meio time, visando clássico contra o Ceará, temendo cartão ou contusão. Quem manda time a campo não tem medo de correr riscos.

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