No Outubro Rosa: Claudia Goldin - uma nobilíssima economista
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Alexandre Sobreira Cialdini é economista, formado pela Universidade de Fortaleza, com mestrado em economia pelo Caen, da Universidade Federal do Ceará, mestrado em Planificação Territorial e Desenvolvimento Regional, pela Universidade de Barcelona, além de especialização em políticas fiscais pela Cepal, pós-graduaçãoo em Finanças Públicas Avançadas pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, e doutorado na Universidade de Lisboa. É, atualmente, secretário de Finanças da Prefeitura de Caucaia, já tendo ocupado cargo semelhante nas prefeituras de Fortaleza, São Bernardo do Campo (SP) e Eusébio. É auditor fiscal concursado da Secretaria da Fazenda do Ceará
No Outubro Rosa: Claudia Goldin - uma nobilíssima economista
Os estudos de Goldin, embasados na economia americana, destacaram que, nos Estados Unidos, as mulheres com formação universitária ganhavam 8% a menos que os homens com a mesma formação
No Outubro Rosa, a professora da Universidade de Harvard, Claudia Goldin, recebeu o Prêmio Nobel de Economia de 2023. Essa conquista foi em reconhecimento ao conjunto vasto de sua obra, que inclui pesquisas sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, estudos sobre educação e tecnologia e análises desses temas pelas lentes da história econômica. Até então, apenas duas mulheres haviam conquistado o Nobel de Economia: a americana Elinor Ostrom (2009) e a franco-americana Esther Duflo (2019).
Cláudia Goldin foi, também, a primeira mulher a atingir o título de professora titular na Faculdade de Economia de Harvard. O trabalho dela tornou-se referência para qualquer pesquisador que queira compreender questões como a disparidade salarial entre homens e mulheres, o impacto das novas tecnologias e até mesmo os efeitos da pílula anticoncepcional.
Os estudos de Goldin, embasados na economia americana, destacaram que, nos Estados Unidos, as mulheres com formação universitária ganhavam 8% a menos que os homens com a mesma formação. No entanto, a diferença salarial se ampliava a partir da chegada dos filhos, atingindo 27% quando as mulheres chegavam aos 40 anos.
No Brasil, segundo o estudo "Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil - 2ª edição", lançado em 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres, principalmente as pretas ou pardas, dedicam quase o dobro do tempo dos homens aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos (21,4 horas contra 11,0 horas).
Outro indicador que aponta a dificuldade de inserção das mulheres no mercado de trabalho é a Taxa de Participação, que tem como objetivo medir a parcela da População em Idade de Trabalhar (PIT). Em 2019, a taxa de participação das mulheres com 15 anos ou mais de idade foi de 54,5%, em comparação com 73,7% dos homens, uma diferença de 19,2 pontos percentuais, o que evidencia uma desigualdade expressiva de gênero.
Recentemente, a pesquisa da economista direcionou-se para a análise da trajetória das mulheres universitárias em relação às conquistas profissionais e familiares. Um dos resultados foi o livro "Journey Across a Century of Women: The Quest for Career and Family" (Jornada por um século das mulheres: a busca pela carreira e família), lançado em 2021, que abrange um período de 120 anos e mostra como as aspirações pessoais e profissionais das mulheres evoluíram ao longo do tempo. Baseada em um vasto levantamento de dados, a obra levanta pontos essenciais para o entendimento da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. (https://encurtador.com.br/zBDJ6).
Claudia Gondin demonstrou na economia o que Cora Coralina relatou na poesia : "O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher".
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