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Corrida de rua: participação da classe C avançou de 36% para 43%
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Jornalista formada na Universidade Federal do Ceará (UFC). Repórter com foco em saúde e coordenadora de Cidades do O POVO. Eleita no TOP 3 +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar do Nordeste. Nesta coluna, trata de assuntos ligados ao mundo da corrida de rua, provas, novos produtos, tecnologia e cuidados com a saúde

Corrida de rua: participação da classe C avançou de 36% para 43%

A segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela detalhes da prática da corrida de rua no Brasil
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Corrida Bota Pra Correr, da Olympikus, na Serra do Cipó, Minas Gerais, 2025  (Foto: Eduardo Biermann / Divulgação)
Foto: Eduardo Biermann / Divulgação Corrida Bota Pra Correr, da Olympikus, na Serra do Cipó, Minas Gerais, 2025

Mais 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025, somando 15 milhões. Em 2024, eram 13 milhões — o que representa um crescimento de 15% em um ano. Dados são da segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, divulgada nessa quinta-feira, 28.

Uma mudança relevante no perfil do corredor brasileiro é que a participação da classe C avançou de 36% para 43%, mostrando a democratização da prática.

A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores, homens e mulheres de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menosuma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira.

Para Márcio Callage, CMO da Olympikus, o estudo mostra que a corrida "deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas". 

"A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro", analisa. 

Corrida de rua no Brasil: mais mulheres e jovens 

Corrida de rua no Brasil também tem mais mulheres e jovens. Público feminino passou de 42% para 50% entre 2024 e 2025. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano (entre os homens, esse percentual é de 38%), sendo que 32% delas iniciaram nos últimos seis meses.

A idade média dos corredores caiu de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento de praticantes na faixa etária entre 18 e 24 anos. Eles passaram de 12% para 20% do total e são os mais orientados pela performance.

A corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás de caminhada (39%), musculação (25%) e futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%).

Os principais fatores para começar na corrida são melhor na saúde física (47%), melhora no condicionamento físico (36%) e melhora na saúde mental (34%).

As principais mudanças percebidas após começar na corrida são: mais energia no dia a dia (43%), melhor saúde mental (40%), melhora no sono (38%), melhora na autoestima (37%) e melhora na alimentação (31%).

Obstáculos à prática da corrida 

Conforme o estudo, entre os principais obstáculos à prática da corrida, falta de tempo e insegurança seguem como as maiores barreiras.

Para as mulheres, a questão da segurança (medo de roubo, assédio) dificulta mais do que para os homens: 32% e 25%, respectivamente. Isso ajuda a explicar a maior presença de mulheres em academias em relação aos homens: 38% ante 28%.

Corrida de rua: rotina do corredor 

Em um ano, o número de corredores ocasionais (que praticam 1x por semana) aumentou de 15% para 71%. Os brasileiros correm, em média, em dois lugares diferentes: ruas (57%) e parques (39%) são os principais. 

Em um ano, a participação em grupos e assessorias de corrida cresceu 33%. Os grupos que mais entraram em grupos de corrida foram os jovens e a classe C, conforme o estudo.

Os acessórios de corrida mais utilizados são: fone de ouvido (53%), celular (44%), shorts com bolso (38%), relógio que marca pace de corrida (30%), óculos de sol (30%), boné/viseira (29%) e squeeze/garrafinha (29%).

Conforme a pesquisa: 74% acredita que a "corrida é mais do que um esporte, é um estilo de vida"; 61% dos corredores concordam com a frase "ficar sem correr por uma semana afeta meu humor"; e 44% diz que "o melhor da corrida é o pós-treino com todo mundo reunido para conversar". 

Foto do Ana Rute Ramires

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