Carol Kossling é jornalista e pedagoga. Tem especialização em Assessoria de Comunicação pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e MBA em Marketing pela Faculdade CDL. Pautou sua carreira no eixo SP/CE. Fez parte da editoria de Economia e foi editora de Projetos do Grupo de Comunicação O POVO. Atualmente cursa dois MBA em ESG - Trevisan e Faculdade CDL
Começar o ano revisando, ou estruturando pela primeira vez, a matriz de materialidade é mais do que uma boa prática de ESG, ela é uma decisão estratégica. O Grupo de Comunicação O POVO está ouvindo leitores e internautas
Foto: Samuel Setubal
JORNALISTA Marcos Tardin
é líder do Comitê de ESG do O POVO
O início do ano é um momento estratégico para as empresas revisarem, ou construírem pela primeira vez, sua matriz de materialidade, alinhando prioridades de negócio às demandas sociais, ambientais e de governança. Em um cenário de maior cobrança por transparência e impacto real, esse exercício deixa de ser burocrático e passa a orientar decisões, investimentos e comunicação. A escuta estruturada de públicos internos e externos é fundamental nesse processo, pois amplia a visão da organização sobre riscos, oportunidades e expectativas legítimas. Ao incorporar diferentes perspectivas, a empresa fortalece sua governança, qualifica sua estratégia ESG e aumenta a credibilidade de seus compromissos perante o mercado e a sociedade.
Conforme informa o jornalista Marcos Tardin, líder do Comitê de ESG do O POVO, até o fim de janeiro, quem acessa o site do O POVO (opovo.com.br) é convidado a participar de uma pesquisa para construção da matriz de materialidade da empresa. “O objetivo é compreender o grau de importância que alguns temas relacionados às questões ambientais, sociais e de governança têm, ou deveriam ter, na avaliação de leitores e internautas, para o futuro do Grupo de Comunicação O POVO”, declara.
Responsabilidade social
Foram selecionadas as iniciativas aprovadas na segunda chamada do iFood Chega Junto, edital do iFood que vai investir R$ 10 milhões em projetos voltados à melhoria de vida de entregadores, entregadoras, seus familiares e comunidades. Nesta etapa, foram escolhidas 10 propostas, distribuídas por seis estados, com potencial de impactar mais de 10 mil pessoas e investimento social de R$ 1,6 milhão. A colunista que assina esse espaço participou da banca avaliadora ao lado de executivos do iFood, como a sócia e Chief Sustainability Officer & vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade, Luana Ozemela; e o jornalista Jairo Malta.
As ações contemplam frentes como segurança viária, educação, saúde, segurança alimentar e fortalecimento de renda, além de fomentar tecnologias sociais que ampliam pertencimento e senso de comunidade. O processo contou com mais de 600 inscrições e avaliação de um comitê formado por lideranças do iFood e convidados externos. Outras duas chamadas do edital ainda serão abertas, ampliando as oportunidades de inscrição e o alcance do programa em todo o país.
Desperdício de alimentos em pauta
O Instituto Assaí encerrou 2025 com a marca de 6 milhões de refeições doadas, volume 11% superior ao registrado em 2024, consolidando sua atuação no enfrentamento da insegurança alimentar no País. A estimativa é de que as doações tenham beneficiado mais de 1 milhão de pessoas, por meio de iniciativas contínuas realizadas em diferentes regiões. Entre os destaques estão o programa Destino Certo, que combate o desperdício ao direcionar alimentos próprios para consumo a organizações sociais, beneficiando mais de 2 milhões de famílias desde sua criação, e o projeto Cozinhas Solidárias, responsável por mais de 830 mil refeições doadas entre 2023 e dezembro de 2025. Juntas, as ações reforçam o compromisso da rede com o acesso à alimentação e o fortalecimento de comunidades em situação de vulnerabilidade.
Clima
A percepção sobre as mudanças climáticas já faz parte das expectativas dos brasileiros para os próximos anos. Uma pesquisa de VTrends, hub de consumer insights da Vivo, revela que 61% dos respondentes acreditam que a temperatura média ao redor do mundo deve aumentar no futuro próximo, reforçando a ideia de que o tema deixou de ser apenas técnico para se tornar uma preocupação cotidiana. O estudo também mostra diferenças geracionais quando o assunto é a Amazônia. Entre o público mais velho, 64% dizem ter maior preocupação com o futuro da floresta, enquanto entre os jovens de 16 a 24 anos esse índice é de 50%. O levantamento ouviu 600 pessoas, clientes ou não da marca, em todas as regiões do Brasil, e faz parte de um estudo mais amplo sobre expectativas e metas para 2026.
Desenvolvimento sustentável
A Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) lançou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, reunindo avanços, indicadores e iniciativas que reforçam o papel da entidade no desenvolvimento sustentável da cadeia de embalagens de aço. Um dos principais destaques é a Prolata Reciclagem, entidade gestora criada pela Abeaço e pioneira na assinatura de Termo de Compromisso com o Ministério do Meio Ambiente no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Presente em 213 municípios, o programa já revalorizou mais de 320 mil toneladas de latas de aço e, somente em 2024, reciclou quase 82 mil toneladas, evitando a emissão de mais de 122 mil toneladas de CO₂, com apoio de siderúrgicas como ArcelorMittal e Gerdau.
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