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Em Davos: recuo ambiental
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Carol Kossling é jornalista e pedagoga. Tem especialização em Assessoria de Comunicação pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e MBA em Marketing pela Faculdade CDL. Pautou sua carreira no eixo SP/CE. Fez parte da editoria de Economia e foi editora de Projetos do Grupo de Comunicação O POVO. Atualmente cursa dois MBA em ESG - Trevisan e Faculdade CDL

Em Davos: recuo ambiental

O retorno de Donald Trump reacendeu discursos que priorizam interesses econômicos de curto prazo e fragilizam consensos sobre sustentabilidade
Tipo Opinião
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O chamado
Foto: Mandel NGAN / AFP O chamado "efeito Trump" voltou a enfraquecer consensos ambientais

A agenda ambiental perdeu espaço no Fórum Econômico Mundial de Davos, encontro anual realizado na cidade suíça de Davos que reúne chefes de Estado, executivos de grandes empresas, representantes da sociedade civil e especialistas para discutir os rumos da economia e da política global, na última semana. Diante do retorno de Donald Trump ao centro do debate político internacional, o tom mais cauteloso de líderes e empresários refletiu o avanço de discursos que relativizam a urgência climática e priorizam interesses econômicos de curto prazo. Temas como descarbonização, transição energética e financiamento climático, que vinham ocupando posição central nas edições anteriores do evento, apareceram de forma mais diluída, cedendo espaço a discussões sobre competitividade, segurança geopolítica e reindustrialização. O chamado “efeito Trump” voltou a enfraquecer consensos ambientais e evidenciou como mudanças no cenário político global influenciam diretamente o ritmo e a ambição das agendas de sustentabilidade. A pergunta que fica é o quanto sobreviveremos diante do negacionismo latente que ganha força na agenda econômica mundial.

GEE em pauta

A operadora TIM integra, pelo terceiro ano consecutivo, a “A List” do CDP, organização internacional sem fins lucrativos que opera um dos sistemas mais rigorosos de reporte ambiental. Entre mais de 22 mil organizações avaliadas, 877 (4%) receberam a nota máxima, incluindo apenas 30 brasileiras. Além disso, obteu confirmação na carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3 e está entre as companhias que se destacam pela gestão responsável das emissões de gases de efeito estufa (GEE) desde a criação do ICO2, em 2010.
Na edição atual, composta por 65 empresas, a companhia figura entre as 10 com menor coeficiente de emissão proporcional à receita. Dentre as iniciativas que contribuíram para o resultado está o projeto de geração distribuída. Desde 2021, a empresa registra 100% de energia limpa em seu consumo total graças, sobretudo, à produção de usinas solares, hídricas e biogás arrendadas de parceiros.

Tecnologia para elas


A Laboratória, projeto de três anos financiado pelo Google.org, dedicado a impulsionar a inclusão e a diversidade no setor de tecnologia, impactou mais de 3.000 mulheres, oferecendo experiências de aprendizado transformadoras por meio do Código M para 2.700 pessoas, evento presencial criado para despertar o interesse tech em mulheres com palestras inspiradoras e oficinas práticas, além de cursos de formação em tecnologia para 300 mulheres.
Entre 2023 e 2025, o projeto registrou avanços nos resultados que reforçam o papel da parceria no fortalecimento da representatividade feminina e racial em um dos setores que mais crescem no país. No primeiro ano, 449 mulheres estiveram no Código M, sendo 56% delas pretas ou pardas. Em 2024, foram quase 400 participantes, com 55% pretas ou pardas. O ciclo se encerrou em 2025 com 1.850 mulheres impactadas, metade pretas ou pardas.

Logística reversa

Os shoppings RioMar Fortaleza e RioMar Kennedy, do Grupo JCPM, destinaram corretamente 3.970 kg de resíduos eletrônicos, pilhas e baterias ao longo de 2025. O volume foi coletado nos quatro Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) instalados nos empreendimentos e integra o Relatório de Impacto Ambiental Positivo de Eletrônicos, da Green Eletron, entidade responsável pela logística reversa desses materiais.
A destinação adequada dos eletrônicos evitou impactos ambientais relevantes, como a contaminação do solo e da água, além de reduzir a necessidade de extração de recursos naturais, fortalecendo a agenda de economia circular dos empreendimentos na capital cearense. O balanço mostra que também foram destinados 447 kg de eletrônicos para a reciclagem e aulas de robótica do Projeto Resíduo Tecnológico Sustentável de Fortaleza.

Foto do Carol Kossling

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