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Olhar mais sustentável para Educação
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Carol Kossling é jornalista e pedagoga. Tem especialização em Assessoria de Comunicação pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e MBA em Marketing pela Faculdade CDL. Pautou sua carreira no eixo SP/CE. Fez parte da editoria de Economia e foi editora de Projetos do Grupo de Comunicação O POVO. Atualmente cursa dois MBA em ESG - Trevisan e Faculdade CDL

Olhar mais sustentável para Educação

Apesar de a sustentabilidade e o meio ambiente estarem entre os temas menos valorizados pelos adolescentes, a Educação Ambiental avança no Brasil como política de Estado. O novo Plano Nacional de Educação (2025-2035) incorpora metas específicas com foco climático, alinhadas à Política Nacional de Educação Ambiental Escolar lançada durante a COP30
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Pesquisa revela que estudantes reconhecem a importância, mas têm pouco interesse por sustentabilidade e meio ambiente (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil Pesquisa revela que estudantes reconhecem a importância, mas têm pouco interesse por sustentabilidade e meio ambiente

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Dado do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Itaú Social, revela que sustentabilidade e meio ambiente estão entre os conteúdos menos valorizados pelos adolescentes, em todas as faixas etárias pesquisadas.

Apenas 13% dos estudantes do 6º e 7º anos e 11% daqueles de 8º e 9º anos indicaram os dois temas como prioridade. No Brasil, a Educação Ambiental avança para se consolidar como política de Estado. O novo Plano Nacional de Educação (PNE), referente a 2025-2035, incorpora metas específicas dedicadas à Educação Ambiental.

O plano tem ênfase nas questões climáticas. Entre as diretrizes estão a universalização do conforto térmico nas escolas e a elaboração de planos de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças do clima em todas as instituições educacionais. A PNE dialoga com a Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae), lançada pelo MEC durante a COP30.

Enel investe R$ 28 mi no Ceará

A Enel Ceará investiu, em 2025, cerca de R$ 28 milhões em projetos culturais e esportivos no Ceará. Foram realizados 119 projetos, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Mecenas) e da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas.

Festival Elos, Festival Jazz & Blues, DFB Festival, Tea(Mar), #vempravela e O Surf Resgatando Sonhos são alguns dos projetos que foram beneficiados com os investimentos. São projetos que já fazem parte do calendário de grandes eventos de cultura e esporte do Ceará.

ENEL realiza projeto TEA (Mar) no Ceará(Foto: JR Clic/Divulgação Enel)
Foto: JR Clic/Divulgação Enel ENEL realiza projeto TEA (Mar) no Ceará

Cultura ancestral

Com sede em Fortaleza, a 3e Soluções já instalou mais de 7 mil sistemas solares isolados no âmbito do programa Luz Para Todos, levando energia contínua a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas no Norte do Brasil.

Somente em 2025, foram 2.781 sistemas implantados, substituindo o uso de diesel e garantindo eletricidade para residências, escolas e postos de saúde em regiões remotas.

No Ceará, o foco está em descarbonização, como a aplicação de sistemas termossolares em cervejarias, que reduziram em mais de 50% o uso de combustíveis fósseis e geraram economia de até 37% nos custos energéticos.

Mulheres mais sustentáveis

A pesquisa da Descarboniza Soluções revela que 52% das mulheres já planejam adotar práticas mais sustentáveis em 2026, ante 43% dos homens. Elas também demonstram maior percepção dos riscos climáticos e da escassez de recursos, traduzindo consciência em escolhas alinhadas à economia circular.

Esse engajamento influencia consumo, investimentos e decisões profissionais, ampliando impactos sociais, ambientais e econômicos. Apesar disso, parte dos entrevistados ainda avalia como limitado o compromisso ambiental das empresas.

Iniciativas coletivas, como redes de mulheres na economia circular, reforçam esse protagonismo e evidenciam que educação, ação prática e colaboração são essenciais para avanços estruturais em ESG.

Consulta pública na governança

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) abriu consulta para contribuições à minuta da publicação "Jornadas de Governança Corporativa das Empresas de Capital Fechado". O material propõe reflexões sobre os caminhos de evolução da governança nesse tipo de organização.

Interessados podem acessar o documento no site www.ibgc.org.br/destaques/audiencia-publica e enviar sugestões para até 22 de fevereiro de 2026.

 

Foto do Carol Kossling

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