Chico Araujo é cearense, licenciado em Letras, professor de Língua Portuguesa e de Literatura brasileira
Chico Araujo é cearense, licenciado em Letras, professor de Língua Portuguesa e de Literatura brasileira
Sim, 2025 foi-se. Em seus dias finais, como em quase todos os outros, de maneira turbulenta.
Fora do Brasil, o metido a dono do mundo Donald Trump entendeu que seria importante bombardear a Nigéria e assim o fez, sob a alegação de combater o Estado Islâmico, segundo informaram organismos de imprensa. Filho de pai alemão e de mãe escocesa, ambos naturalizados americanos, o contra imigrante mais arrogante do mundo age espalhando o terror dentro e fora do país “mais democrático do mundo”. Trump tem sérias objeções a imigrantes (terá algum trauma?) e torna a vida deles nos EUA um inferno.
No Leste Europeu e parte da Ásia, a Rússia de Putin ainda ataca a Ucrânia de Zelenski, também no Leste Europeu, e vice-versa, mesmo se divulgando que há um acordo de paz prestes a ser assinado por ambos os governos. Na Ásia, a China de Xi Jimping implica de querer pôr medo a Taiwan, não admitindo que ela lhe possa ser independente.
Na África, conflitos étnicos em Sudão, Sudão do Sul e Etiópia, além de disputas de poder influenciadas por questões religiosas. Enfim, agitações e mais agitações no final de 2025 grassando pelo mundo. Mais do mesmo, portanto, considerando a História.
Israel briga com o Hamas e tenta destruir qualquer possibilidade de existência da Palestina. Briga também com o Irã. Guerra civil Síria. Confusões no Iêmen, na República do Congo, em Mianmar. Exemplos, apenas exemplos. E infelizmente o mundo se encaminhou para receber o “Ano Novo” sem perspectivas de que ele traga novidades benéficas e passivas.
Aqui no Brasil, especificamente em Mato Grosso do Sul, no final de 25 empresário convocou extremistas da direita para “exterminarem” petistas. Por meio da implementação na sociedade de meias verdades e mentiras inteiras, a ultradireita permaneceu violenta e golpista e determinada a ir ampliando discursos de ódio em diversas mídias, lançando provocações de todo tipo às pessoas que pensam de maneira diferente dela, instigando reações com a finalidade de que se instale a violência, o caos no país. Mais do mesmo, portanto.
No congresso nacional, políticos se digladiam entre a defesa da democracia (progressistas; humanistas) e a busca da autoafirmação de vieses do regime autoritário (ultradireitistas; conservadores). Incentivando procedimentos agressivos no seio da sociedade, estes realizam “narrativas”, ou seja, implementam histórias falaciosas, divulgam fatos inexistentes, distorcem fatos verdadeiros, divulgam meias verdades como se plenas fossem, no intuito de gerar a confusão e, com ela, alcançar vitória contra os opositores “de esquerda” (será que ela ainda existe?).
Aqueles, com olhar mais social para a existência humana, têm se visto na necessária e desconfortável condição de diariamente tentar neutralizar os discursos de ódio divulgados pela ultradireita. Um embate dificílimo de se fazer, uma resistência exigente de esforço grandioso. Esforço por demais cansativo, porém inevitável. Uma vez que se saiba jogada aos quatro ventos uma nova falsa história, há de se erguer postura combativa para enfrentá-la e desmenti-la.
Nesse 2026 já iniciado haverá por aqui nova eleição para os governos estaduais e distrito federal, assembleias legislativas, câmara e senado federais e presidência da República. Já se fala pelas redes sociais (Verdade? Mentira?) ter o autocrata Trump (mau empresário decidido a ser o homem mais poderoso da Terra sentado à cadeira da presidência americana do Norte) declarado ser influenciador das eleições no Brasil para que a esquerda não vença novamente.
Sendo isso verdade verdadeira, estamos diante de uma ameaça de intervenção do governo ianque na política brasileira, intimidação aplaudida por políticos e alguns setores sociais com características ultradireitistas, os quais, quando no poder, nada fazem pelo povo, mas adoram meter a mão no dinheiro que poderia ser utilizado em favor dele.
2026, ano que eu gostaria de anunciar como um feliz novo tempo para todos, começa sob o prenúncio de muita confusão, de muitos conflitos, de muitas mentiras a serem desmentidas enfadonhamente. Será bom que desde já entendamos não estarmos em “guerra espiritual”, conforme já vem dizendo um pré-candidato à presidência, sendo sua fala repercutida por asseclas seus. Não, não estamos em “guerra espiritual”. Mas certamente deverá ser combatido quem usar “o nome de Deus em vão” com o fim de iludir e conquistar votos para chegar à presidência como um “enviado de Deus”. Isso é falso.
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