Chico Araujo é cearense, licenciado em Letras, professor de Língua Portuguesa e de Literatura brasileira
Chico Araujo é cearense, licenciado em Letras, professor de Língua Portuguesa e de Literatura brasileira
Falar em Luciano Franco é também referendar e referenciar a música cearense que hoje soa pelo universo. E digo: foi oficialmente no dia 22 de janeiro, quinta-feira da semana passada, que Luciano Franco virou a folha de seu calendário pessoal para a casa dos setenta e cinco anos, dos quais pelo menos sessenta foram envolvidos com a música. Significativo marco.
A comemoração oficial do natalício deu-se no Fuxico Beer, na sexta-feira, dia 23, mas, na verdade, as comemorações começaram na terça-feira, no melhor Espetinho da cidade – salve, salve, Alexandre Café e Renato Fiori -, onde o músico costuma se reunir com amigos dessa arte e inter-relacionados para boas conversas regadas a espetinhos e cervejas geladas.
Luciano Franco é daquelas pessoas que não podem comemorar o aniversário em apenas um dia – o seu enorme círculo de amizades não permite. Músico e compositor, é conhecido e reconhecido por sua obra musical aqui no Ceará e em vários estados brasileiros, como, por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, além de sabê-la regozijando os dias de plurais ouvintes nos mais diversos lugares do mundo pelas ondas das plataformas musicais digitais.
Dedicado cem por cento à música desde sua aposentadoria do serviço público, em 2010, Luciano, músico cascavelense, tem em sua história musical (iniciada por volta dos quinze anos de idade) o registro de ter tocado com Cauby Peixoto, Roberto Menescal, Aparecida Silvino, Marina Cavalcante, Claudine Albuquerque, Dalwton Moura, Osmar Milito, Clara Nunes, Cláudia Barroso, Núbia Lafayete, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Maysa, Altemar Dutra (pai e filho), Idilva Germano, Edinho Vilas Boas, Gilmar Nunes, Edmar Gonçalves, Rogério Lima, Rogério Franco, Cris Fiuza, Regina Kinjo, Yayá Vilas Boas, Fabíola Líper, Luiz Felipe Gama entre tantas outras grandezas artísticas do cenário musical nacional.
Uma de suas características que mais me admira e que é plenamente digna de nota é a sua capacidade de compor. Impressiona saber que quando lança um álbum, certamente já tem pelo menos mais dois outros projetos em desenvolvimento, os quais podem chegar ao público a qualquer momento, seja um novo álbum com canções aparceiradas, seja uma coletânea de músicas instrumentais, seja a idealização e realização de um espetáculo. É incansável no compor, no arranjar, no lançar músicas ao universo e apresentá-las ao grande público.
Multi-instrumentista, Luciano Franco compõe músicas instrumentais e desenvolve canções com diversos letristas, principalmente do Ceará, mas não somente, como atesta sua parceria no álbum Casa das Flores (2024), com o mineiro Paulinho Pedra Azul.
Em dezembro de 2025, esse filho de Cascavel fez chegar ao público amante de sua música o álbum Unir Versos, o segundo em parceria com o poeta de bem tecidos e surpreendentes versos, também advogado e professor Luís Lima Verde, com quem lançou, em 2022, Valsa do Tempo. No álbum de 2022 e nesse de 2025 treze canções da dupla de compositores podem ser apreciadas.
Unir Versos nos apresenta as canções “Euforia”, “Samba proletário”, “Avental” e “Chorinho da saudade” na voz imponente de Edinho Vilas Boas, além de “Deu liga” (Marise Wadsworth), “Segredos de mar” (Roberta Fiuza), “Dor de amor” (Humberto Pinho), “Luzia” (Gilmar Nunes), “Naturalmente bela” (Sérgio Forte), “Lua dos casais” (Thereza Rachel), “Coração menino” (Juruviara), “Martírio” (Ciribáh Soares), “Onde andará Maria” (Arnaldho de Sá). Que plantel de intérpretes!!! Um ou outro cantando samba, choro, xote, bolero, baião.
Os músicos que se associaram ao Unir Versos são também de excelência – Luciano sempre prima pela extraordinária produção musical. Nessa equipe que qualifica com ele a sonoridade das canções desse álbum estão artistas do quilate de: Adelson Viana, Tito Freitas, Robson Gomes, Adriano Oliveira (piano); David Simplício (violão); Paulinho Santos (bateria e percussão); Valdécio Saraiva e Rossano Cavalcante (percussão); Zé do Norte e Adelson Viana (acordeom); Barney Oliver (trombone); Jorge Doudement (sax) e Alex Moreira (flugel). Extraordinários músicos de excelência, além do próprio Luciano, que toca também violão, em algumas faixas um GTR, e seu conhecido baixo.
Nesse janeiro de 2026, exatamente na data de seu aniversário, Luciano presenteou amantes da música com o novo álbum de instrumentais Esplendor. Novamente 13 melodias, nos estilos samba, choro, valsa, balada, nas quais toca seu violão de seis cordas, nylon, além do baixo em quase todas, à exceção de “De repente”, que contou com a maestria de Marcelo Randmark.
Como já dito, Luciano está sempre na companhia de grandes músicos e em Esplendor, além de Randmark, contou com a qualidade musical de Jorge Doudement (sax), Alex Moreira (Flugel), Márcio Resende (flauta), Edson Távora, Adriano Oliveira, Tito Freitas e Adelson Viana (piano), além dos bateristas Júnior Oliveira, Paulinho Santos, André Benedecti e Rafael Teixeira. Elenco excepcional de grandes músicos – o Ceará os tem expressiva quantidade.
Luciano Franco, franca e imponentemente festeja suas setenta e cinco primaveras e nos presenteia com sua obra musical. Para conferir, toda ela está acessível e disponível no YouTube, no Deezer, no Spotify e várias outras plataformas digitais musicais.
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