É editor de cultura e entretenimento do O POVO. Sua coluna, publicada todos os dias, trata de economia, política e costumes a partir de personagens em evidência no Ceará, no Brasil e no mundo.
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"From Texas"...
...foi assim que me senti, última sexta-feira, depois que coloquei um chapéu do meu pai, trazido há anos de Dallas, por um de seus irmãos.
Era um modelo cowboy clássico, como se eu fosse para o "Saloon" dos filmes de faraoste, um lance meio "O Dólar Furado" (1965), quem lembra?
O motivo do acessório, inusitado, era celebrar o novo ciclo da famosa decoradora de festas Branca Mourão, que adora movimentar a agenda da Cidade com festas diferentes. Assim, propôs uma "Rodeo Party".
Numa aura Beyoncé, trajando modelo prata de franjas, chapéu de cristais e muito brilho, tudo assinado pelo estilista Kallil Nepomuceno (imbatível!), a anfitriã, o marido Racine Mourão e as três filhas do casal recebiam a todos com a alegria e charme que marcam a família.
Analiz, a filha médica, de branco, lembra a boneca Barbie. Chate, a designer, traz o DNA fashionista da mãe e mixou peças num boho autêntico e grifado. Anik, arquiteta como o pai, foi de amplo e longo da estilista Marina Bitu, clean, sem erro, numa expressão de elegante conforto.
O auê temático foi no rooftop do Iate Clube, com ambiente interno climatizado e a sugestiva varanda, onde ficavam o palco das atrações da noite, o bar de drinks e a réplica de um cavalo, em tamanho real, que virou selfie point.
Referências estéticas do mundo "agro", mas numa proposta Country & Chic, transformaram os ambientes numa imersão conceitual desse universo tão rico, lúdico e até poético. Violões, mobiliário em couro marrom, baús, cordas, tudo remetia ao conceito do evento. Senti-me no programa "Viver Sertanejo", de Daniel, nos domingos da Globo.
Quem abria a cantoria era a bonita Carla Amaral, com direito à sofrência por amor, linguagem máxima do ritmo dos rodeios, mas banhada da prosperidade típica do mundo agro deluxe...
....assim, a brincadeira entre alguns convidados ficava num trocadilho sobre quantas cabeças de gado havia no pasto, se a peoa ou peão havia sido laçado de jeito, como estava o rebanho... mas pisando "em ovos", já que tudo pode ser interpretado pelos vieses da polarização política.
O fato é que sobrou inspiração nas produções e a vibe era de uma festa na novela "Ana Raio e Zé Trovão" (1990), na extinta TV Manchete.
Comecei meu giro pelo cirurgião plástico Danilo Dias e a esposa empresária Patrícia, sempre cheios de energia. Parabenizava pela beleza do DOM Luxury Glamping, propriedade do casal em Quixadá, um verdadeiro ponto turístico do sertão cearense no topo da Serra do Estevão.
De all jeans com cinturão de vaqueiro, Cristiano Peixoto (com Danielle), Carlos Pinheiro (com Rafael Xerez), Gustavo Serpa (com Oto Oliveira), Franklin Oliveira (com Sophya Romcy), Ramiro Mendes (com Thomas Cardoso), e Roberto Alves, da Celebre, organizador da noite.
Pausa para uns quitutes do La Maison, tudo acompanhado pelo olhar atento de Isabela Fiúza, presente com Márcio Menezes, sempre sorridente e de bem com a vida. Como andam ousados os chefs, havia novidades gourmet circulando, embora o pastel de carne das Dunas siga sendo "hors concours" no planeta.
Dedicação total foi da arquiteta Sandra Mourão, de paetê, com bota rebordada, assim como de Miguel Dias Filho, com o médico Igor Brito, com camisas trazidas de "além-mar", nem lembram, dentre tantas privilegiadas viagens, por onde adquiriram.
Rei e Rainha do Gado: o famoso criminalista Bruno Queiroz, apreciando charutos, com a esposa Juliana, de prata e chapéu rosa.
Dois itens de charme made in Cariri: o colete de Ana Virgínia Furlani (com Fernando Novaes) e a bolsa transpassada de Neuma Figueiredo (com Esdras), ambas as peças assinadas pelo mestre Espedito Seleiro.
Eu tinha ido na pretensão de cumprimentar a querida aniversariante, numa passada regimental, mais uma tentativa frustrada de negar a minha própria essência de inimigo do fim e frente palco desde sempre.
Quatro drinks depois, eu já queria era me mudar para o Mato Grosso com uma viola nas costas, ímpeto que eu e os demais convidados, nessa hora já completamente entregues à fantasia de boiadeiros por uma noite, pudemos deixar fluir ao som de Fernando Amorim.
Cantor dos mais versáteis e talentosos, conduziu a turma por inúmeros ritmos com sua sanfona, incluindo forrós tradicionais, como os de Sirano e Sirano. Tal hora, propôs uma rodada de Dreher, a bebida das vaquejadas nos anos 1990-2000.
Se eu caí na cilada?
Óbvio! Os melhores erros são os que escolhemos, estou mentindo? A ressaca é sempre um assunto para amanhã.
"Xoteando" com minha Anelise, acabamos enroscados numa palha cenográfica que ornava o chão, lances de um sertão na metrópole.
Hora de ir...
...o chapéu texano já voltou para sua caixa, mas na memória fica a lembrança de uma noite como "Era Uma Vez no Oeste" (1968), protagonizado pelos icônicos Charles Bronson e Claudia Cardinale.
Flores.... e cactos.
Mais fotos em @pauseopovo e na coluna especial do domingo.
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