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Daniel Maia é professor doutor de Direito Penal da Universidade Federal do Ceará (UFC), sendo também advogado criminalista e colunista semanal do O POVO

Opinião

Você navega ou naufraga na internet

Desde sua criação a internet com suas infinitas oportunidades de uso nunca esteve tão presente no dia a dia de quase todas as pessoas. Isso, certamente, é um dos efeitos da pandemia que nos obrigou a uma quarentena drástica, na qual a internet foi a tábua de salvação para o entretenimento, a comunicação, a pesquisa, a educação à distância e diversas outras atividades que sem a rede mundial de computadores não teriam sido realizadas.
Entretanto, parece-me que uma questão um tanto quanto filosófica é saber o que nós de fato estamos fazendo com esse universo de possibilidades que temos à disposição em nossos tablets, computadores e smartphones.
Enquanto algumas pessoas utilizam a rede para estudar, se aculturar, trabalhar e também se divertir em suas redes sociais, outras, impressionantemente, navegam na internet horas e horas apenas com distrações tolas e que não as agrega nada. E ainda tem um terceiro grupo de internautas, esse o mais perigoso, que utiliza a rede para a prática de crimes cibernéticos que vão desde a postagem e compartilhamento proposital de fake news à fraudes e golpes de toda natureza.
Diante desse quadro, a humanidade tem uma chance ímpar de evoluir, tanto individualmente, quanto como espécie, se intelectualizando e apreendendo coisas novas e úteis que estão gratuitamente disponíveis na internet.
Entretanto, se as pessoas não atentarem para essa oportunidade de crescimento pessoal e profissional que o mundo está tendo, a internet apenas criará um fosso maior de desigualdades entre as pessoas que a utilizaram para se aperfeiçoar e crescer de qualquer maneira e as que desperdiçaram essa dádiva cibernética.
Assim, vejo que a internet, por si só, não é algo bom ou ruim, mas a comparo com uma faca ou bisturi, os quais podem ser usados tanto para matar em um crime como para salvar uma pessoa em uma cirurgia.
E você, caro leitor, tem navegado ou naufragado na internet?

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