Daniel Maia
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Daniel Maia é professor doutor de Direito Penal da Universidade Federal do Ceará (UFC), sendo também advogado criminalista e colunista semanal do O POVO

opinião
Opinião

Qual é o seu maior capital?

As pessoas se aproximam de você pelo quê? Já pararam para pensar que todos nós temos coisas que atraem as outras pessoas? Isso é o chamado capital social, o qual pode se manifestar de diversas maneiras, tais como por meio da Beleza: corpos milimétricamente talhados pelos exercícios e às vezes também por cirurgiões plásticos; bocas imensamente inchadas de botox, mas que para alguns é um item indispensável no padrão de beleza atual; seios e bumbuns siliconados; cabelos cada semana de uma cor, a depender da moda; roupas caras e tênis de marcas famosas; além de biquínis que imitam pele de cobra ou pelo de onça; Ah e ainda tem os olhos de corres vibrantes pelos filtros do celular e a tal da harmonização facial, a qual está deixando todo mundo com o rosto quadrado.
Pois é, o capital social baseado na beleza geralmente tem ao menos uma dessas características, mas às vezes não, sendo formado apenas pela velha e boa naturalidade, cada vez mais rara, é verdade, mas absolutamente fascinante.
Outro elemento que forma o capital social é o dinheiro ou a aparência de tê-lo. Na verdade, tenho visto cada vez mais exemplos de pessoas milionárias com modo de vida extremamente simples e minimalista, enquanto outras que nem possuem tanta grana assim, vivendo de aparência e ostentando o que não possuem e tudo isso para quê? Simplesmente para aumentar conscientemente ou não o seu poder atrativo em relação às outras pessoas.
Outros elementos podem também formar o capital social das pessoas, sendo eles, por exemplo, o status social que demonstram ter perante a sociedade; o network que possuem; o sobrenome que carregam de berço, etc.
O não é errado usufruir de tais elementos acima citados, mas o problema em ter seu capita social formado apenas por referidos elementos mencionados é que você atrairá para perto de você pessoas que não se interessam pelo que você é, mas sim pelo que você tem ou finge ter, uma vez que dificilmente continuaram fiéis a você se os elementos que a atraíram se acabarem, a exemplo da beleza e do dinheiro, elementos que externos ao ser e voláteis ao tempo.
Assim, o melhor a longo prazo é investir na formação de um capital social próprio que tenha por alicerce outros elementos diferentes dos que antes nos referimos, os quais se liguem mais intimamente com o ser e sejam internamente absorvidos, se tornando parte integrante da própria pessoa, tais como a Educação, a cultura, a inteligência, a família e a forma amorosa ou pelo menos cordial de tratarmos todos.
Esses últimos elementos citados são o que realmente ficarão para sempre na lembrança de quem nos conhecer e certamente servirão para selecionar as pessoas que se aproximam de nós.
Assim, além de malharmos os músculos, seria muito bom que todos malhassem o cérebro; que ao invés de investirmos tanto em aparência, investíssemos mais em convivência harmônica; e ao invés de compramos tantas coisas que não precisamos apenas para impressionar quem nem conhecemos, gastássemos mais com experiências e caridades, isso sim nos tornará possuidores de um enorme e valioso capital social.
Menos coisas, mais experiências!

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