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Amelinha: cantora celebra 75 anos com uma estrada de sorrisos
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Marcos Sampaio é jornalista e crítico de música. Colecionador de discos, biografias e outros livros falando sobre música e história. Autor da biografia de Fausto Nilo, lançado pela Coleção Terra Bárbara (Ed. Demócrito Rocha) e apresentador do Programa Vida&Arte, na Nova Brasil FM

Marcos Sampaio arte e cultura

Amelinha: cantora celebra 75 anos com uma estrada de sorrisos

Na segunda-feira, 21, Amelinha completou 75 anos. Numa homenagem aquém do seu merecimento, segue lista de discos
Tipo Notícia
Nascida em 21 de julho de 1950, Amelinha completou 75 anos na segunda-feira, 21 (Foto: Marcelo Castelo Branco/Divulgação)
Foto: Marcelo Castelo Branco/Divulgação Nascida em 21 de julho de 1950, Amelinha completou 75 anos na segunda-feira, 21

Flor da Paisagem (1977)

Quando ficou disposta a gravar o primeiro disco, Amelinha teve três propostas: Ednardo, Belchior e Fagner. Ela escolheu o último que a apresentou ao diretor da CBS, Jairo Pires. Juntos, definiram um repertório encabeçado pela faixa-título, parceria de Fausto Nilo e Robertinho de Recife.

Frevo Mulher (1979)

A estreia foi boa, mas não garantiu a projeção. Dois anos depois, tudo mudou. Selecionando repertório para um novo disco, Amelinha conheceu Zé Ramalho, com quem teve uma parceria de vida e obra. A faixa-título virou febre e é um hino ainda hoje. Vale destacar ainda "Coito das Araras" (Cátia de França).

Porta Secreta (1980)

O terceiro disco abre com "Gemedeira", uma das melhores de Amelinha. Não bastasse, ela chama atenção no festival MPB 80 cantando "Foi deus que fez você". Ainda sob a batuta de Zé Ramalho, o disco traz composições de Leno, Vinicius de Moraes e Moraes Moreira.

Capa do disco Romance da lua lua (1983)
Capa do disco Romance da lua lua (1983)

Romance da lua lua (1983)

Em 1982, "Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor" vira um clássico. No ano seguinte, o último disco produzido por Zé Ramalho traz algum cansaço, apesar da excelente faixa-título e de um time de músicos do nível de Radamés Gnattalli e Manassés.

Caminho do sol (1985)

A partir de "Água e Luz" (1984), Amelinha inaugura uma fase voltada ao pop radiofônico. O repertório fica mais lento. Em "Caminho do Sol", isso fica evidente, apesar da presença de um samba-enredo de Luiz Carlos da Vila e da temperadíssima "Vida boa" (Armandinho/ Fausto Nilo).

Só forró (1994)

O nome do disco de 1994 entrega o estereótipo: cearense é para cantar forró. A produção é caprichada, mas o conteúdo é genérico. "Fruta madura" (1996) tem boas canções, mas a presença das programações empobrece o resultado. E segue com "Amelinha" (1998), que tenta aproximá-la de bandas como Magníficos.

 

Pessoal do Ceará (2002)
Pessoal do Ceará (2002)

Pessoal do Ceará (2002)

Tentando repetir no Ceará o sucesso do "Grande Encontro", esse álbum reuniu Amelinha, Ednardo e Belchior. O projeto revisionista conta com gravações inéditas - em estúdio - para "Terral", "Na hora do almoço", "Medo de Avião" e outras, além de duas inéditas. O disco saiu, mas tronou-se raridade e o grupo se afastou antes de fazer qualquer show.

Janelas do Brasil (2011)

Depois de 10 anos sem disco, Amelinha faz um disco só de voz e violões (tocados por Dino Barioni) e ganha fôlego renovado. A riqueza do disco está no simples, que acaba rendendo uma turnê bem-recebida e gerando seu primeiro disco ao vivo - que conta com participações de Zeca Baleiro, Fagner e Toquinho. As regravações de "Felicidade" (Jeneci) e "Ponta do Seixas" (Cátia de França) são inesquecíveis.

Todo Mundo Vai Saber (2022)

O último disco lançado por Amelinha foi gravado 10 anos antes de chegar às plataformas, mas ficou guardado. São 12 faixas compostas por Caio Silvio e Ricardo Alcântara que mereciam ter chegado bem antes ao público. A balada "Todo mundo vai saber", o reggae "Noites de Verão" e a elegante "Noites do Rio" merecem estar entre as melhores da cearense. "Águas passadas", inclusive, remete à Amelinha dos 1970.

De Primeira Grandeza (2017)

Celebrando a memória do amigo que perdeu naquele ano, Amelinha dedica um disco inteiro à música de Belchior. São nove faixas em que se destacam o bolero "De primeira grandeza" e o arranjo épico de "Na hora do almoço". Produzido por Thiago Marques Luiz, o álbum tem ainda arranjo lisérgico em "Paralelas".

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