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O que comer pra aguentar o Carnaval
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Sommelier internacional, professor de Gastronomia, mestrando em turismo gastronômico

Edilberto Costa gastronomia

O que comer pra aguentar o Carnaval

|pratos que reenergizam|
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Tradicional
Foto: Morgana Cruz/Arquivo Pessoal Tradicional "Canja", da Casa da Vó Chiquita, outra opção para ressaca.

O Carnaval tá chegando. E com ele vem os dias longos, o calor, a pouca hora de sono e aquela rotina toda fora do eixo. Quem já viveu a folia sabe: o corpo sente. E sente rápido.

Por isso, nessa época do ano, vale lembrar de uma coisa simples e essencial: comida é combustível. Comer bem não é luxo, é estratégia. É o que ajuda a manter a energia durante a festa e, principalmente, a se recuperar depois dela.

O que são comidas que reenergizam de verdade?

Quando falo em comida reenergizante, não tô falando de exagero nem de prato pesado. Tô falando de comida que entrega o que o corpo precisa naquele momento.

Esses alimentos atuam basicamente em três frentes:

- Energia contínua: carboidratos de boa qualidade ajudam a manter o pique ao longo do dia.

- Recuperação do corpo: proteínas auxiliam na regeneração muscular e na sensação de saciedade.

- Conforto e hidratação: pratos quentes, como caldos e sopas, hidratam, são fáceis de digerir e acolhem o corpo cansado.

A sabedoria da comida simples

A cozinha popular nunca errou. Muitas receitas atravessaram gerações porque funcionam. São simples, acessíveis e extremamente eficientes.

Pratos de panela, bem temperados e feitos com poucos ingredientes costumam ser os melhores aliados quando a gente tá cansado, com o corpo pedindo cuidado. E é aí que entra um clássico absoluto do pós-folia nordestino.

Caldo da Caridade: comida que reanima

Também conhecido como pirão de ovos ou cabeça de galo, o caldo da caridade é presença garantida em madrugadas festivas, quermesses e eventos populares. Quente, direto e sem firula, ele entrega exatamente o que promete.

Ovo, caldo quente, farinha e tempero. Só isso. Mas ali tem proteína, energia, sais minerais e muita memória afetiva. É comida que esquenta, alimenta e reanima.

Não à toa, virou símbolo de partilha e cuidado coletivo. Depois da folia, ele chega como um abraço quente — e funciona.

Em meio à folia ou no dia seguinte, o corpo agradece quando a gente escolhe comida de verdade. E poucas receitas fazem isso tão bem quanto um bom caldo quente, simples e cheio de história.

Porque no fim das contas, se cuidar também passa pelo prato.

 

Foto do Edilberto Costa

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