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Editorial opinião

O motorista e a segurança no trânsito

Tipo Opinião

É explícito que Fortaleza, nos últimos anos, tem passado por notáveis transformações no trânsito. Com mais ciclofaixas e ciclovias, extensão da faixa exclusiva para ônibus e redução da velocidade máxima em algumas vias, a intenção é promover um tráfego mais fluido e preservar a segurança dos mais vulneráveis, principalmente pedestres. Isso exige mais atenção do motorista, que precisa se dedicar ao cuidado consigo e com os demais.

Hoje, Dia do Motorista, cabe uma reflexão acerca das políticas públicas executadas na Capital e dos números que envolvem o trânsito local. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Viária de Fortaleza, lançado neste ano, mas com dados referentes a 2020, a capital cearense apresentou o menor número de mortes por acidentes de trânsito desde 2004. Foi a sexta redução consecutiva de mortes. Segundo o Relatório, foram 193 vítimas, 49% a menos do que em 2014, ano que registrou 377 mortes no trânsito.

Para as autoridades de trânsito cearenses, os números são um reflexo do trabalho conjunto, que envolve educação para o trânsito, fiscalização e desenho seguro das vias. É preciso considerar, porém, que 2020 foi um ano com menos veículos circulando nas ruas, em razão da pandemia de covid-19 e dos consequentes isolamentos sociais a que todos foram submetidos.

No entanto, são números que mostram a importância da segurança nas vias, reforçada constantemente por campanhas educativas e fiscalização frequente. Cada um que está conduzindo um veículo é responsável pela segurança sistêmica - seja no ônibus, seja em um veículo particular. Cuidar de si e dos demais ao redor é dever de todos para que se consiga reduzir o número de acidentes de trânsito.

Um dado que merece relevância, ainda conforme o Relatório, é que condutores ou passageiros de motociclistas representam 51,3% das vítimas. Pedestres estão em segundo lugar (33,7%), seguidos por ocupantes de veículos de quatro rodas (7,8%) e ciclistas (7,3%). O perfil de vítima no trânsito de Fortaleza é formado, prioritariamente, por motociclista, homem, entre 30 e 59 anos.

É um alerta que precisa ser constantemente lembrado para que se evitem os fatores de risco já conhecidos - excesso de velocidade, mistura de álcool com direção e uso de celular ao volante, por exemplo. Acidente de trânsito com vítima é um problema de saúde pública. Quando há feridos e a necessidade de uso de equipamentos hospitalares, a situação se agrava porque contribui para superlotar o já delicado sistema de saúde.

Trânsito não é lugar para disputa de poder ou de força. É responsabilidade de cada um, em qualquer função no meio viário, ajudar a promover a segurança e evitar acidentes. Aos motoristas, principalmente, é válido o lembrete: há sempre alguém mais vulnerável que você nesse meio. n

 

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