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O tempo ruim pede ação e responsabilidade
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Editorial opinião

O tempo ruim pede ação e responsabilidade

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É recomendável que a população do Ceará leve a sério o alerta que tem sido feito acerca das temperaturas intensas previstas para os próximos dias. Diversos dos nossos municípios devem enfrentar um quadro de 38° ou mais, conforme as advertências feitas pelos órgãos competentes, merecendo atenção especial as regiões do Cariri, Sertão Central e o Litoral Norte.

Há quem resista em aceitar a ideia de que vivemos tempos excepcionais no âmbito climático muito em função do descaso de governos e sociedades, a cada dia mais evidente, com políticas que contenham o avanço de agressões contra o meio ambiente. A natureza tem respondido a isso, como o caso denuncia, através de consequências que tornam a vida em geral mais difícil através de fenômenos os mais diversos. Um deles, sem dúvida, é a elevação de temperaturas para níveis que hoje já beiram o insuportável e que apresentam tendência, infelizmente, de piora.

Claro que os mais céticos teimarão em manter seus entendimentos próprios sobre o que acontece e insistirão em dissociar o quadro dramático da ação preocupante do homem, como resultado de uma postura que coloca o interesse econômico acima de qualquer outro. Um erro que já nos custa caro e, sem dúvida, que levará ao comprometimento do futuro caso sigamos sem a consciência coletiva necessária acerca da gravidade do problema e, especialmente, de suas causas objetivas.

No cenário cearense, ainda valendo-se do que a ciência nos oferece como resultado do estudo dos fenômenos naturais, o ambiente se torna ainda mais desafiador com a questão da baixa umidade do ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) previa para o período entre 10 horas e 21h de ontem, segunda-feira, alguma coisa entre 20% e 30%, o que caracteriza um estado de alerta ou atenção devido ao ar muito seco.

É uma realidade que se vai encontrar em áreas de deserto, não habitadas, expondo, para além dos desconfortos que ocasiona, um problema grave de saúde pública a ser observado pelas autoridades. A umidade relativa do ar está no seu ponto aceitável, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando localiza-se acima dos 50%, para ter uma ideia do tamanho da complicação que temos diante de nós.

O poder público, nas várias instâncias deveria estar mais preocupado em esclarecer a população sobre os riscos impostos a ela por um quadro que combina alta temperatura com baixa umidade do ar, que é o que temos enfrentado nos últimos dias. Assim poderia reduzir os efeitos da incompetência que há demonstrado em agir contra a origem do problema, combatendo melhor as ações humanas que lhe dão origem, boa parte delas motivadas por interesses econômicos, como já dito, e que trazem à desordem natural destes tempos de tragédias, descompromissos e descontroles. n

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