O que O POVO pensa sobre os principais assuntos da agenda pública
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O show de horrores que o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, vem conduzindo desde o início de seu segundo mandato parece não ter fim. Ele se mostra cada vez mais como um mentiroso profissional e inconsequente, abalando as relações internacionais com seus disparates verbais, perigosos porque ele os põe em prática.
Um dos exemplos mais evidentes foi o ataque militar à Venezuela, quando capturou o então presidente Nicolás Maduro e a mulher dele. A ação pode ser considerada um sequestro, pois claramente violou leis internacionais, de respeito à soberania dos países.
A obsessão de Trump agora é tornar-se dono da Groenlândia, tanto que, por meio da inteligência artificial, foi divulgada em redes sociais uma imagem dele fincando uma bandeira americana no território autônomo do Reino da Dinamarca.
Depois das ameaças de tomar a Groenlândia à força, Trump fez um discurso na quarta-feira, no Fórum Econômico de Davos, afirmando que não planejava invadir a ilha. Mas quem acredita?
Ele anunciou então que uma suposta "estrutura de acordo" estaria em negociação com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ocorre que Rutte afirmou que não houve nenhum tipo de conversa quanto à soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia. Mesmo porque o secretário-geral da aliança militar do Ocidente não tem esse poder.
Esse é mais um dos casos em que Trump pretende que as mentiras que ele conta se transformem em realidade, sem considerar as consequências de suas palavras; ou mesmo para provocar propositalmente um choque destrutivo.
Outro impasse é o "Conselho de Paz", para negociar o fim do conflito em Gaza, que opõe Israel e palestinos. Trump lançou o conselho oficialmente nesta quinta-feira, na reunião de Davos. O presente americano autonomeou-se uma espécie de dono do conselho. Ele será o presidente vitalício e o único que terá poder de veto e de fazer convite para a entrada de novos participantes. O país que quiser um assento permanente terá de pagar U$ 1 bilhão.
Dos cerca de 50 convites para compor o Conselho, aproximadamente 30 aceitaram participar. A maioria, países do Oriente Médio, Ásia e América do Sul, uma parte deles são regimes autoritários. A carta de fundação do Conselho não cita a palavra "democracia" uma única vez.
Israel foi convidado, mas não a Palestina. O Brasil recebeu convite, mas ainda não respondeu. Até agora, nenhum dos grandes países europeus aceitou participar da entidade.
O objetivo declarado de Trump com o Conselho da Paz é enfraquecer e substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), em sua eterna guerra contra os organismos multilaterais.
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