Eliziane Alencar é publicitária e diretora da Advance Comunicação
Eliziane Alencar é publicitária e diretora da Advance Comunicação
A cultura de consumo de produtos de origem animal foi enraizada não só na alimentação. Mas isso está virando coisa do passado. Calçados, bolsas, roupas, adereços, tapetes, peças de decoração e muitos outros produtos que utilizam insumos de origem animal estão fora de moda. Primeiro, porque é bizarro utilizar produtos que tenham crueldade contra animais na sua fabricação. Segundo, porque já temos alternativas incríveis de origem vegetal.
Exemplo disso é o The Collective, um grupo de grifes comprometidas com a eliminação de produtos de origem animal na fabricação de suas peças, que estão utilizando o couro vegetal Elevate. Entre elas, a alemã Melina Bucher — que lançou uma bolsa de estilo oriental-ocidental; a Inglesa Watch and Strap — que lançou pulseiras de relógio para Apple Watches; a Kaila Katherine — de Nova York, que lançou a carteira Soho na cor cereja; a canadense Via Gallo — que lançou a coleção Avellino, com clutch e bolsa de ombro geométrica; e LOUÉ Studio — marca de luxo que criou a bolsa Mano Pochette, feita à mão em um ateliê na Espanha.
A Uncaged Innovations é uma empresa de biomateriais que cria couro vegetal a partir de grãos. Seu principal material, o Elevate, é considerado o primeiro biomaterial alternativo ao couro do mundo, feito a partir de subprodutos de grãos como soja, milho e trigo. O material pode ser integrado perfeitamente aos processos de fabricação existentes e reduz a pegada de carbono das empresas, emitindo 95% menos gases de efeito estufa do que a produção de couro animal, 89% menos água e 71% menos energia.
A Balenciaga acaba de lançar peças com fios de proteína de seda de bioengenharia da AMSilk, na sua coleção prêt-à-porter Primavera 2026. Desenvolvidos na Alemanha, os fios da AMSilk são produzidos com fermentação microbiana utilizando microrganismos geneticamente modificados. O processo reproduz proteínas com base no DNA da seda de aranha, que são então polimerizadas e transformadas em fios com textura e aparência semelhantes à seda tradicional.
Penas e plumas não caem de forma natural. Por trás delas existe uma indústria da crueldade que movimenta muito dinheiro, arrancando penas de aves vivas, levantando-as pelo pescoço, com as pernas amarradas. Dor, sofrimento, infecções graves e fraturas. Aves como avestruzes, faisões e pavões são explorados de forma brutal por essa indústria. As plumas, utilizadas principalmente para enchimento de roupas de frio, travesseiros e decoração, vêm da camada inferior de gansos e patos.Como salvá-los? Não use esses produtos.
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