Professor adjunto de Teoria Política (Uece/Facedi), professor permanente do programa pós-graduação em Políticas Públicas (Uece) e professor permanente do programa de pós-graduação em Sociologia (Uece)
Professor adjunto de Teoria Política (Uece/Facedi), professor permanente do programa pós-graduação em Políticas Públicas (Uece) e professor permanente do programa de pós-graduação em Sociologia (Uece)
A senadora Damares Alves (REP-DF) é um dos nomes femininos mais importantes do bolsonarismo. Gosta de apresentar-se como “a senadora mais bonita do Brasil”. Como ministra do governo de Jair Bolsonaro protagonizou episódios que entraram para a história política brasileira, a começar pelo anúncio da “nova era” no Brasil: “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”.
Na semana que passou, depois de entrevista concedida a uma emissora de tv, a senadora virou alvo implacável do pastor Silas Malafaia, que tem se especializado em atacar desafetos nas suas redes sociais. Tudo porque Damares mencionou um suposto lobby sobre senadores da CPMI do INSS que estaria sendo feito por pastores e líderes de grandes igrejas do Brasil.
Acusando-a de “querer tirar proveito político” da CPMI, ligando nomes de igrejas ao escândalo, o pastor impôs-lhe as imagens de “leviana ou linguaruda” se não revelasse os nomes dos pastores envolvidos, e deu-lhe um conselho-ordem: “não seja cínica nem mentirosa”.
Citando nomes de igrejas e lideranças a serem convocadas pela CPMI, a senadora respondeu: “Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele”.
A resposta foi boa, pois o pastor, com seu ethos histriônico, comporta-se como dono e porta voz único dos evangélicos no Brasil. Tanto assim que devolveu: “Ela quem precisa se converter e parar de mentir”.
Damares, assim como Janaína Paschoal, difere de outras mulheres que emergiram no campo político sob a sombra de Bolsonaro – basta pensar nos casos de Joice Hasselmann e Carla Zambelli.
Tendo sido assessora parlamentar, conhecia bem a engrenagem de Brasília como “técnica”, além de ter longa trajetória como pregadora em eventos evangélicos, onde fazia a cabeça de irmãos com passagens bíblicas e teorias conspiratórias, incluindo a personagem Frozen nessas estórias.
Já foi bem testada nas urnas, sendo eleita senadora pelo DF. Sabe articular, discursivamente, pautas conservadoras e (supostamente) progressistas – vai da denúncia à “ideologia de gênero” à defesa de cotas para pessoas trans, passando pelo “seu” feminismo.
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