Caso das joias mostra incompetência e desonestidade no entorno de Bolsonaro
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Escreve sobre política, seus bastidores e desdobramentos na vida do cidadão comum. Já foi repórter de Política, editor-adjunto da área, editor-executivo de Cotidiano, editor-executivo do O POVO Online e coordenador de conteúdo digital. Atualmente é editor-chefe de Política e colunista
Caso das joias mostra incompetência e desonestidade no entorno de Bolsonaro
O TCU determinou a indisponibilidade das joias. Àquela altura, o Rolex de ouro branco, cravejado de diamantes, já estava vendido. Começou, então, a epopeia para recuperá-lo
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
Vergonhoso e constrangedor o grau de rapinagem que envolve presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A lei determina que o material seja cadastrado e passe ao acervo presidencial. Emails mostram que houve orientação de não cadastrar. Sabe-se agora que foram colocados à venda. Segundo a Polícia Federal (PF), pagamento era feito em dinheiro vivo e laranjas eram usados para que os responsáveis se apropriassem.
Na época que o esquema começou a ser descoberto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução de um kit de joias. A entrega ocorreu em 4 de abril. Os advogados do ex-presidente disseram na ocasião que demoraram a entregar por causa da “burocracia” do TCU. Reclamaram que a imprensa transmitiu “impressão de recusa” de Bolsonaro em devolver os bens apropriados indevidamente.
Manifestaram “indignação” com despacho do tribunal, que teria dado impressão de “tentativa maliciosa de escamotear determinados bens desta corte e de qualquer outro órgão”.
Tudo conversa e cara de pau. Desde 9 de março, o TCU determinou a indisponibilidade dos bens, com proibição de usar, vender ou se desfazer de qualquer modo. Ocorre que, àquela altura, o Rolex de ouro branco, cravejado de diamantes, já estava era vendido.
Começou a operação para recuperá-lo. Em 14 de março, o advogado Frederick Wassef o conseguiu de volta, e retornou ao Brasil 15 dias depois, em 29 de março. No dia 2 de abril, entregou ao tenente-coronel Mauro Cid. No mesmo dia, Cid foi a Brasília, entregou o relógio ao assessor de Bolsonaro, Osmar Crivelatti. Dois dias depois, a devolução foi feita à PF.
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