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Fernando Costa é sociólogo e publicitário

Alea jacta est

Tipo Opinião
Fernando Costa 
Sociólogo e publicitário
 (Foto: Acervo pessoal)
Foto: Acervo pessoal Fernando Costa Sociólogo e publicitário

O dado foi lançado para Bolsonaro, pela primeira vez nesta tragédia que ele chama de governo, ele joga os dados no tabuleiro do caos tentando um golpe para salvar a família dele e a si mesmo.

Desconfiado de que as forças armadas fardadas não desembarcarão numa aventura burlesca, ele resolveu apostar na força policial, nas milícias e nos milhares de atiradores que compraram milhares de armas nos últimos anos graças a um decreto presidencial.

Essa estratégia de sufocar a democracia brasileira deve ter nascido do recente encontro do filho, zero qualquer coisa, do Presidente com Steve Bannon, ex-braço direito de Trump.

Acusado de fraude, Bannon foi preso e depois solto sob fiança nos EUA. A data: 7 de setembro, amanhã, o rebanho bolsonarista está eufórico, vamos ver no que vai dar.

O Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e os governadores estaduais de oposição são os alvos das manifestações. Bolsonaro já disse que esta será uma grande oportunidade para que, não ousou dizer.

 Ricardo Lewandowski, ministro do STF, mandou um recado direto para os golpistas: "intervenção armada é crime inafiançável e imprescritível", óbvio que o rebanho bolsonarista não vai dar ouvidos para o que disse o ministro.

Mas o recado da turma do em se plantado tudo dá, conhecido como Agronegócio, foi curto e grosso na defesa nem tanto da democracia, como quis parecer, mas dos seus negócios bilionários, preocupados com a imagem de um país que tende a voltar a ser uma república das bananas, a reação foi pesada, Bolsonaro sabe que sem o apoio do agronegócio, dos banqueiros e dos neopentecostais não chega nem no segundo turno.

Por isso a pressa em demonstrar força.

Tudo indica que as forças majoritárias nas ruas amanhã serão as dos fascistas e das milícias, se vai haver reação por parte das forças democráticas, ao que tudo indica, será pouco provável.

O golpe, se vier e se consolidar, será mais que uma farsa, mais trágico que uma tragédia, e os que tinham medo do Brasil se transformar numa Venezuela vão ter que viver num país parecido com o Afeganistão, água, gás e energia já se transformaram em artigo de luxo para milhões de brasileiros.

Os pastores certamente pregaram que o pão que o diabo amassou não é tão ruim quanto os democratas diziam.

Mas ainda estão rolando os dados.

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