Fernando Graziani
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Editor Chefe de Esportes do O POVO; apresentador do Futebol do POVO na TV O POVO, rádio O POVO CBN AM e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN FM e AM; além de Comunicação, é formado em Direito.

Opinião

Fortaleza: ataque agoniza na Série A e já era assim com Rogério Ceni

FORTALEZA, CE, BRASIL, 24-01-2021: David, atacante do Fortaleza. Fortaleza x Santos - Campeonato Brasileiro da Série A - Estádio Castelão. (Foto:Júlio Caesar / O Povo)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 24-01-2021: David, atacante do Fortaleza. Fortaleza x Santos - Campeonato Brasileiro da Série A - Estádio Castelão. (Foto:Júlio Caesar / O Povo)

Não é apenas no segundo turno da Série A que o sistema ofensivo do Fortaleza mostra incompetência. Desde do início da competição, ainda com Rogério Ceni no comando, a equipe deixava evidente defeitos graves nas construções das jogadas e, mais ainda, nas finalizações. A falta de qualidade para balançar as redes adversárias já era nítida e nada foi feito para uma correção de rota. O desempenho dos atletas de frente, e não há exceção, chega a ser chocante para um elenco de primeira divisão, o mais caro da história do clube.

Levando em conta toda a competição, o Fortaleza tem o terceiro pior ataque, com 28 gols, média de 0.84 por partida. Só marcou mais do que o Botafogo (27) e o Sport (26), ambos com um jogo a menos. Além do número frio, o Tricolor sempre esteve entre os líderes entre os clubes que menos finalizam no torneio.

Com Rogério Ceni, foram 18 jogos na Série A e 17 tentos marcados, ou seja, o ataque já sofria e tinha média ruim, inferior a um gol por jogo (0.94). Os pontos conquistados ocorriam muito em função do bom desempenho defensivo. Com Ceni foram seis vitórias, seis empates e seis derrotas, 24 pontos em 54 disputados, média de 1,33 ponto por jogo.

Já sem Rogério Ceni o sistema ofensivo ficou ainda pior. Em 15 partidas, 11 gols feitos e média de 0.73 por jogo. Com a queda defensiva drástica após a saída do treinador - aceitou proposta do Flamengo - a campanha despencou (nos 15 jogos sem Ceni foram só 11 pontos ganhos dos 45 disputados, média de 0.73 ponto por partida) e hoje o time ocupa a zona de rebaixamento, com 35 pontos e oito vitórias.

Restam cinco partidas, três em casa - Coritiba, Vasco e Bahia - e duas fora - Palmeiras e Fluminense. 

 

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