Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Foto: Mateus Lotif / Fortaleza EC
Bruno Pacheco, lateral do Fortaleza, durante jogo contra o Grêmio
O novo comando da SAF do Fortaleza está lidando com um cenário bastante problemático, que vai muito além das ações trabalhistas que vieram à tona nos dias recentes, casos dos laterais Bruno Pacheco e Felipe Jonatan, cobrando, juntos, cerca de R$ 11 milhões.
O clube, com a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, enfrenta um verdadeiro efeito dominó administrativo, financeiro e esportivo. Cada decisão, neste momento, impacta diretamente em outras e não existe, diante de tal cenário, um problema maior ou menor. Tudo é urgente e precisa ser encarado com enorme responsabilidade.
As rescisões contratuais de atletas com valores elevadíssimos, a demissão de mais de 100 funcionários, a necessidade de readequar departamentos inteiros e reorganizar diretorias formam um ambiente de reconstrução forçada e o futebol não espera. É preciso também contratar jogadores, ajustar a folha salarial e, sobretudo, entregar um elenco minimamente competitivo para que Thiago Carpini consiga trabalhar com alguma estabilidade.
Há ainda a busca por empréstimos e antecipações para cobrir despesas imediatas, acionar contas urgentes e manter o clube funcionando no dia a dia. A engrenagem só gira se houver dinheiro em caixa, planejamento e rapidez nas decisões. Qualquer atraso amplia o risco de novos passivos e aumenta a pressão interna e externa. Por enquanto, o novo CEO, Pedro Martins, que chega neste sábado a Fortaleza, mas que já está trabalhando, não se manifestou publicamente sobre as presentes questões. Tem preferido agir em silêncio, mas a torcida merece transparência o quanto antes.
O número que importa
Apesar da contenção de despesas, a Diretoria de Responsabilidade Social, até por obrigação estatutária, vai seguir na SAF do Fortaleza, sob o comando de Thiago Fujita. O advogado também é o presidente do Bem Tricolor. A associação, reconhecida oficialmente pelo clube, continuará sendo o braço executor de ações sociais, agora com um desafio ainda maior: manter projetos relevantes em um contexto de bem menos receitas.
A estratégia do Bem Tricolor, mais do que nunca, será ampliar parcerias, buscar recursos via leis de incentivo e dialogar com o poder público por meio de emendas parlamentares, garantindo fôlego para iniciativas que já impactaram milhares de pessoas. Distribuição de alimentos e roupas, ações educativas, cursos tecnológicos, recepção de crianças no Castelão e no Pici, além de campanhas afirmativas, seguem no radar.
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Mais 3!
1. Mozart chegou nesta sexta-feira ao Ceará com uma bagagem recente muito boa: dois acessos seguidos para a Série A. O técnico já participa ativamente das indicações e contratações. Fica evidente que o complemento do elenco será todo formado por ele e sua comissão.
2. A manutenção de todo o corpo diretivo do futebol do Ceará do ano passado para 2026, também dá tranquilidade para um novo trabalho que começa. Por mais que o time tenha sido rebaixado, a permanência de quem já conhece todo o clube ajuda bastante.
3. Evidente que o Ceará também tem muito trabalho a fazer, mas ao menos já existe um elenco base para o começo das atividades.
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