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Caindo na real: Ceará e Fortaleza perdem R$ 120 milhões em elencos
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Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito

Caindo na real: Ceará e Fortaleza perdem R$ 120 milhões em elencos

Somados, os dois clubes vão deixar de gastar cerca de R$ 120 milhões em 2026 com salários de jogadores
Tipo Opinião
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Pierre e Vina estão nos atuais elencos de Fortaleza e Ceará (Foto: Samuel Setubal)
Foto: Samuel Setubal Pierre e Vina estão nos atuais elencos de Fortaleza e Ceará

Ainda em ritmo lento de contratações, Ceará e Fortaleza encaram um dos maiores desafios recentes de suas histórias: montar elencos competitivos com muito menos dinheiro. Essa é a realidade objetiva que precisa ser compreendida, sobretudo por parte da torcida que ainda não caiu totalmente na real sobre o tamanho do impacto do rebaixamento.

Somados, os dois clubes vão deixar de gastar cerca de R$ 120 milhões em 2026 com salários de jogadores. O Fortaleza reduzirá sua folha de aproximadamente R$ 11,5 milhões para R$ 4,5 milhões mensais. O Ceará fará movimento semelhante, caindo de cerca de R$ 8 milhões para R$ 4,5 milhões. Não se trata de ajuste fino, mas de uma mudança estrutural profunda.

Isso significa, de forma direta, elencos mais baratos e, inevitavelmente, mais enfraquecidos em relação àqueles que disputaram a Série A e acabaram rebaixados. A Série B será disputada com outro perfil de jogadores, outra margem de erro e outro tipo de pressão. E aqui está o ponto central: errar menos virou obrigação.

Com menos dinheiro, não há espaço para muitas correções ao longo do caminho. Contratações equivocadas custam caro, não só financeiramente, mas em pontos perdidos. Por isso, o trabalho das diretorias, especialmente dos departamentos de mercado e análise, precisa ter índice de acerto alto desde o início. Corrigir rota no meio da temporada, além de difícil, costuma ser caro - e o dinheiro agora é escasso.

Como a Série B começa em pouco mais de dois meses, o tempo corre contra.

Foto do Fernando Graziani

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