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Fortaleza: entre a cautela e o vazio, Pedro Martins não falou com o torcedor
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Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito

Fortaleza: entre a cautela e o vazio, Pedro Martins não falou com o torcedor

Na primeira entrevista do novo CEO do Fortaleza, as perguntas foram objetivas. As respostas, genéricas
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Pedro Martins se apresenta ao elenco do Fortaleza (Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC)
Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC Pedro Martins se apresenta ao elenco do Fortaleza

A apresentação oficial de Pedro Martins como novo CEO do futebol do Fortaleza deixou uma mensagem inócua. É verdade que ele concluiu que o clube vive, segundo ele, um momento de turbulência e não de caos, além de garantir responsabilidade. A escolha das palavras foi cuidadosa, quase cirúrgica. O problema é que, para o torcedor, o discurso soou mais como um exercício de contenção de danos do que como um esclarecimento real sobre o que vem pela frente.

As perguntas foram objetivas. As respostas, genéricas. Pedro Martins evitou entrar em temas que hoje inquietam quem acompanha o clube diariamente. Quem sai? Quem fica? Quantos jogadores ainda vão deixar o elenco? Qual o perfil de reforços? Qual o modelo de time que o Fortaleza pretende montar para atravessar este período delicado? Nada disso foi respondido de forma direta. Foi uma entrevista segura, calculada e, ao mesmo tempo, pobre em informação.

Ficou evidente também que Pedro Martins não será um porta-voz do futebol no sentido amplo. Ele falou como gestor, não como alguém disposto a se expor ou assumir o protagonismo da comunicação. Não é um defeito pessoal. É uma constatação. O problema é que o clube não pode deixar esse espaço vazio.

E aqui vale um ponto importante. A dificuldade de comunicação não passa pela assessoria de imprensa. Ela nasce na cúpula. É uma decisão do Conselho de Administração da SAF e dos principais dirigentes definir o quanto o torcedor pode e deve saber. Hoje, o Fortaleza deixa sua torcida em um vácuo completo. Sem respostas, crescem a ansiedade, os boatos e a desconfiança.

Há muitos jogadores que precisam sair, outros tantos que podem chegar e dívidas que exigem solução. O silêncio não protege. Apenas amplia a sensação de instabilidade. Por mais que tenha ocorrido a confirmação de que não haverá um diretor de futebol, e sim quatro gerentes sob o novo comando do CEO, em momentos assim, transparência não resolve tudo, mas a ausência dela, piora.

Foto do Fernando Graziani

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