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Quando os torcedores vão se reconectar com Ceará e Fortaleza?
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Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito

Quando os torcedores vão se reconectar com Ceará e Fortaleza?

Queda é dura, recuperação é lenta e torcida tem papel crucial. Cicatrizes emocionais ardem na realidade das duas torcidas
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Torcida de Ceará e Fortaleza têm papel fundamental em 2026 (Foto: Fernanda Barros e Samuel Setubal)
Foto: Fernanda Barros e Samuel Setubal Torcida de Ceará e Fortaleza têm papel fundamental em 2026

Depois de um dezembro cruel para Ceará e Fortaleza, os rivais estão perto de voltar aos campos. Neste fim de semana, ambos farão suas estreias no Campeonato Cearense, diante de Floresta e Ferroviário, respectivamente.

Foi então que fiquei refletindo sobre o torcedor. Neste cenário, ele vai entrar no início de temporada carregando algo que não aparece em lugar algum, mas que machuca: as cicatrizes emocionais.

Por mais que o futebol siga o fluxo natural, Alvinegro e Tricolor foram rebaixados e o impacto emocional não some com a virada do calendário. Ele permanece e é um enorme fardo.

Não é falta de amor, nem de identidade, claro que não. Comentei sobre isso no programa "Esportes O POVO" desta semana. É uma dor mal resolvida que o torcedor ainda carrega. Claro que cada um sabe a melhor forma de torcer e cobrar, mas é difícil ter confiança em uma boa temporada quando os dois clubes passam por problemas financeiros complicados.

Confiança, no futebol, não se recompõe apenas com discurso, mas com bola rolando, resultados positivos e boas perspectivas. A dúvida que paira não é se o torcedor vai apoiar, porque em algum momento, acredito, cada um a seu tempo vai chegar junto. A questão é como vai apoiar. Se seguirá investindo no plano de sócio com a convicção de sempre. Se vai lotar as arquibancadas logo ou vai preferir ficar em casa, observando, esperando indicativos melhores.

Tal hesitação é responsabilidade dos clubes, que foram muito incompetentes, caindo para a Série B naquele domingo fatídico. Claro que o ideal era um apoio robusto para Ceará e Fortaleza logo de cara, mas não vai acontecer. Ambos seguem em ritmo lento de formação de elenco. As limitações financeiras geram paciência. Só que paciência é um pedido difícil para quem acabou de cair.

A realidade é que todo mundo compreende o processo, mas sente falta de sinais mais claros de rumo. O início de campeonato, que não é o mais relevante do ano, claro, não será apenas uma avaliação de desempenho. Será também um termômetro de reconexão para quando a Série B chegar, em março.

Cada jogo, cada postura e cada resposta tendem a ajudar a reconstruir o elo emocional. Ainda que machucado, o torcedor jamais vai deixar de amar o time. Por enquanto, ele está observando. Esperando. Pronto para apoiar, mas precisando, mais do que nunca, acreditar mais uma vez.

Mirassol com três ex-Ceará

O Mirassol, enorme surpresa da Série A 2025 e com vaga garantida na fase de grupos da Libertadores, já contratou nove reforços para a atual temporada. Três deles foram jogadores do Ceará ano passado: Galeano, Mugni e Willian Machado.

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Ceará e Fortaleza na Copinha

1. Ceará e Fortaleza, com uma rodada de antecedência, o que é ótimo, já estão na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a já tradicional Copinha.

2. O Alvinegro soma seis pontos no Grupo 6, fez cinco gols e não tomou nenhum. Está em segundo lugar.

3. Já o Tricolor lidera o Grupo 23, também com seis pontos, marcando cinco gols e sofrendo dois.

 

Foto do Fernando Graziani

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