Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Foto: Samuel Setubal
Moisés e Cardona, do Fortaleza, durante o jogo de domingo passado
O empate em 0 a 0 contra o Ferroviário, no primeiro jogo oficial do Fortaleza na temporada, deixou uma sensação incômoda de déjà vu. Não apenas pelo resultado, mas principalmente pela forma como as coisas ocorreram em campo e estão caminhando fora das quatro linhas.
O Fortaleza que entrou no gramado do Presidente Vargas, no domingo passado, parecia, em muitos momentos, o time que foi rebaixado para a Série B. E isso não é força de expressão. Boa parte do elenco daquele ano ainda está no clube, inclusive vários dos jogadores que iniciaram a partida nesta segunda rodada do Campeonato Cearense.
É verdade que o Ferroviário fez um ótimo jogo. Organizado, competitivo e, apesar de ter ficado com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, conseguiu ser mais perigoso, intenso e coerente dentro da proposta. Todos os méritos ao Tubarão da Barra, que está com quatro pontos e firme para chegar à segunda fase do torneio. Mas uma coisa também é certa: o destaque do adversário não pode esconder o demérito do Fortaleza.
A equipe voltou a apresentar falhas coletivas, lentidão, pouca criatividade e uma apatia que remete aos piores momentos de 2025. A temporada passada só encontrou algum respiro quando Palermo assumiu o comando técnico. Antes disso, o torcedor conviveu com atuações fracas, um elenco caro e pouco produtivo e uma folha salarial incompatível com a realidade esportiva.
Esse problema, aliás, segue longe de ser resolvido. O clube avançou em algumas negociações, vendeu e emprestou atletas, liberou outros ao fim de contrato, mas ainda há muito para se fazer. A folha precisa cair drasticamente, tema que já foi tratado aqui em outras colunas.
Thiago Carpini tem toda razão quando diz que ele não tem que responder pelo rebaixamento e pede para que se olhe para frente. O técnico não tem relação alguma e precisa de tempo e ambiente minimamente estável para trabalhar.
O problema é que olhar para frente se torna difícil quando os rostos são iguais, quando o desempenho não muda e quando todos sabem que muitos jogadores ainda vão sair ao longo da temporada. O próprio elenco vive em suspensão, sabendo que o clube é alvo no mercado justamente porque precisa, obrigatoriamente, reduzir custos.
A diretoria da SAF, especialmente o setor de futebol, precisa agir rápido. A demora nas saídas e nas chegadas não apenas prolonga um problema financeiro, como também atrapalha diretamente o trabalho do treinador. Além dos jogadores a sair, há outros muitos a contratar e decisões que não podem mais ser adiadas. Quanto mais haja demora, mais o Fortaleza vai vivendo em 2026 uma continuação mal disfarçada de 2025. Um ano que, para o clube, claramente ainda não terminou.
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Ceará vai bem no vôlei
1. O time do vôlei feminino do Ceará continua brigando firme pelo acesso para a Superliga. O Alvinegro lidera a Superliga B após vitória sobre o Pinhalense-SC por 3 sets a 0, no domingo, parciais de 25-15, 25-23 e 25-17.
2. O Ceará, em seis jogos, conquistou cinco vitórias e soma 15 pontos. Foram 17 sets ganhos e apenas seis perdidos até agora.
3. Outros dados relevantes: a equipe marcou 549 pontos e sofreu 492, saldo de 57, bastante coisa para seis partidas realizadas.
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