Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO e FCO FONTENELE
Thiago Carpini, técnico do Fortaleza, e Mozart Santos, treinador do Ceará
Ceará e Fortaleza entraram em campo no fim de semana e, apesar dos resultados diferentes, deixaram sensações muito parecidas. A vitória mínima do Fortaleza sobre o Maracanã e o empate do Ceará com o Iguatu expuseram equipes ainda lentas, com transições previsíveis, intensidade abaixo do ideal e um jogo coletivo que claramente denuncia o início de trabalho com novos treinadores.
Cada elenco tem suas particularidades, é verdade, mas o ponto em comum foi um futebol ainda distante do que se espera mais à frente na temporada. E é justamente aí que entra o aspecto central desta análise: nada disso foge à normalidade.
Os primeiros jogos do ano costumam ser assim. A preparação ainda está em andamento, a parte física longe do ápice e o entrosamento em fase embrionária. Os adversários, embora organizados e competitivos dentro de suas realidades, exigem pouco em termos de enfrentamento máximo. Além disso, os próprios jogadores evitam se expor a duelos mais intensos, como fariam em partidas decisivas. O risco de lesão pesa, e o calendário longo aconselha cautela.
Por isso, transformar atuações como essas em motivo de alarme é precipitado. O Campeonato Cearense, especialmente nas rodadas iniciais, funciona muito mais como extensão da pré-temporada do que como um termômetro definitivo. É nesse contexto que treinadores testam peças, ajustam ideias e observam respostas sem a pressão total por desempenho. O desenho mais claro de Ceará e Fortaleza deve começar a aparecer apenas mais adiante.
Talvez o Clássico-Rei da segunda fase já ofereça alguns contornos mais nítidos, fruto de mais treinos e mais jogos acumulados, além da enorme rivalidade. Ainda assim, nem esse confronto pode ser tratado como parâmetro absoluto. Independentemente do resultado, o foco real está além do Estadual. Para Ceará e Fortaleza, o objetivo número um da temporada é claro e inegociável: o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Todo o resto, inclusive essas oscilações iniciais, faz parte do caminho.
Média de gols no Cearense
O Campeonato Cearense tem, neste momento, uma média de gols baixíssima. Foram apenas 26 gols marcados em 16 partidas realizadas, com 1,63 gol por jogo. Para se ter uma ideia da situação, em apenas três jogos até aqui os dois times marcaram na mesma partida. Surreal.
Ainda sobre o Estadual, importante lembrar que três equipes já estão dentro do quadrangular do rebaixamento: Maranguape, Tirol e Maracanã. Resta uma vaga, que está entre Quixadá, Ferroviário e Horizonte. Dois times vão cair para a segunda divisão.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
E os públicos no Cearense?
1. Além da média de gols muito baixa, o Campeonato Cearense tem registrado rendas negativas em grande número, é quase uma regra.
2. Apenas as partidas Floresta x Ceará e Ferroviário x Fortaleza não deram prejuízo até agora.
3. Em relação ao público pagante por mandante, o Fortaleza lidera, seguido do Ceará.
Se você quer informação sobre futebol antes, durante e depois da bola rolar, é aqui mesmo. Acesse minha página
e clique no sino para receber notificações.
Esse conteúdo é de acesso exclusivo aos assinantes do OP+
Filmes, documentários, clube de descontos, reportagens, colunistas, jornal e muito mais
Conteúdo exclusivo para assinantes do OPOVO+. Já é assinante?
Entrar.
Estamos disponibilizando gratuitamente um conteúdo de acesso exclusivo de assinantes. Para mais colunas, vídeos e reportagens especiais como essas assine OPOVO +.