Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Enquanto o Alvinegro precisa de um centroavante, um ponta e um zagueiro, Tricolor tem necessidade urgente de dois laterais-esquerdos e de mais opções de ataque
Foto: Afonso Ribeiro
Torcidas de Ceará e Fortaleza em Clássico-Rei no Castelão
Na véspera de mais um Clássico-Rei, Ceará e Fortaleza chegam ao domingo com elencos numericamente razoáveis e, em boa parte, competitivos para o momento da temporada. Ainda assim, basta olhar um pouco além dos 90 minutos do clássico para perceber que há lacunas importantes a serem preenchidas, especialmente quando o foco se desloca para a longa caminhada da Série B. É verdade que os dois clubes têm hoje grupos com quantidade aceitável de jogadores, mas Série B não perdoa elencos curtos ou mal distribuídos. São 38 rodadas, viagens desgastantes, campos difíceis e uma exigência física e mental constante. Não basta montar um time titular forte. É preciso robustez, alternativas e peças que mantenham o nível quando as ausências aparecerem.
No Ceará, a carência mais evidente está no ataque. Falta um centroavante de ofício para rivalizar com Lucca, alguém que entregue presença de área, segure zagueiros e ofereça opções diferentes ao treinador. Além disso, o elenco pede mais um jogador de velocidade pelos lados, capaz de atacar espaços e mudar o ritmo do jogo, especialmente contra adversários fechados. São necessidades claras e urgentes.
Na lateral esquerda, Eric Melo ainda precisa se provar como um reserva confiável para Fernando, contratado para ser titular da posição. Hoje, a segurança defensiva e a regularidade ainda pesam a favor de uma observação mais cautelosa. No meio-campo, o cenário é mais confortável. Há número e qualidade suficientes para a competição, embora sempre exista espaço para ajustes pontuais. Já na defesa, talvez a chegada de mais um zagueiro ajude a equilibrar melhor o setor ao longo da temporada.
Do lado do Fortaleza, as urgências são ainda mais específicas. A lateral esquerda é um problema evidente e que exige ação imediata. Não se trata de uma contratação pontual, mas da necessidade de dois jogadores para a posição, capazes de competir e entregar regularidade. Lucas Crispim é o único jogador que pode atuar pelo lado esquerdo, mas muito mais como ala, tanto que Thiago Carpini tem montado o esquema tático no 3-5-2.
No setor ofensivo, o elenco também pede reforços. Pelo menos mais dois jogadores de ataque são necessários, sobretudo se o clube acabar perdendo mais peças nesta janela. Um desses reforços ofensivos, inclusive, pode perfeitamente ser um meio-campista com características mais agressivas, boa chegada ao ataque e capacidade de decisão no último terço. A Série B costuma punir equipes que não conseguem variar suas formas de atacar, e esse perfil pode ser decisivo em jogos travados.
É sempre bom lembrar que Ceará e Fortaleza vivem um momento de grande restrição orçamentária, especialmente se comparado ao ano passado. Isso obriga as diretorias a serem mais criativas, criteriosas e rápidas no mercado. Erros de avaliação custam caro. Elenco desequilibrado cobra seu preço lá na frente, muitas vezes quando já não existe tempo para correções. Assim, mais do que pensar apenas no clássico, as duas diretorias precisam agir com perspicácia agora. Quanto antes os reforços chegarem, mais rápido poderão se adaptar.
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Mais 3!
1. Ceará e Fortaleza perderam uma grande chance de levar mais público ao Clássico-Rei.
2. Para isso, poderiam ter liberado a entrada dos sócios das duas equipes, não apenas do Ceará, mantendo a carga de ingressos: 33.663 para o Alvinegro, mandante, claro, e 23.784 para o Tricolor.
3. Como a renda será dividida igualmente, teria sido um gesto simpático aos torcedores de ambas as equipes, machucados com a queda.
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