Âncora do programa Esportes do Povo nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri, além do Canal FDR TV e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN e CBN Cariri; colunista do O POVO impresso, O POVO+ e redes sociais do O POVO. Além de Comunicação, é formado em Direito
Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC
Bareiro é o principal jogador do Fortaleza
Há um desejo do Boca Juniors por Adam Bareiro. A proposta: R$ 15 milhões por 50% dos direitos econômicos que o Fortaleza detém, confirmou o repórter Miguel Júnior, da rádio O POVO/CBN.
É uma decisão que vai além de números. É o típico momento em que a diretoria precisa escolher entre o caixa imediato e o projeto esportivo, mas tal valor não compensa a perda do atacante neste momento.
Não se trata de desprezar R$ 15 milhões. É uma cifra relevante. Mas ela não muda o patamar financeiro do Fortaleza, não transforma estruturalmente o clube e não resolve qualquer desequilíbrio de forma definitiva.
Em contrapartida, a saída de Bareiro mexe diretamente na espinha dorsal do time. O Fortaleza já precisou se desfazer de jogadores importantes por questões financeiras. Faz parte do jogo e da queda. Só que há momentos em que vender significa interromper um processo. E o atual é um deles.
Bareiro pode decidir mudar de time, claro, ele tem esse direito. Atuar no Boca é sedutor, pode deixá-lo mais perto da Copa do Mundo. E o jogador sempre vai para onde deseja. No Fortaleza, o paraguaio é peça central no modelo competitivo da equipe, referência ofensiva, jogador de entrega, liderança e decisivo em jogos grandes.
Thiago Carpini foi claro ao afirmar que não deseja perder o atleta. Isso diz muito. Quando o treinador identifica um jogador como pilar do projeto, a saída deixa de ser apenas uma operação financeira e passa a ser um risco esportivo real.
Se o objetivo é subir para a Série A e chegar forte às competições de 2026, o caminho mais coerente não é vender o atleta. Repor um jogador com o peso técnico e tático de Bareiro não é simples e pode ser mais caro do que manter.
Entre o dinheiro e o projeto, o Fortaleza precisa decidir o que vale mais agora, mas não tenho dúvida que segurar o atacante é investir no acesso e na estabilidade esportiva. Não subir para a Série A é o maior prejuízo possível.
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