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Editor Chefe de Esportes do O POVO; apresentador do Esportes do Povo no Canal FDR e nas rádios O POVO CBN e CBN Cariri e plataformas digitais; comentarista de esportes da Rádio O POVO CBN/CBN Cariri. Além de Comunicação, é formado em Direito

Coronavírus: os motivos para a prefeitura de Fortaleza escolher o PV como hospital de campanha

Tipo Notícia
Estádio Presidente Vargas sendo preparado para receber hospital de campanha. (Foto: Aurelio Alves/O POVO) (Foto: AURELIO ALVES)
Foto: AURELIO ALVES Estádio Presidente Vargas sendo preparado para receber hospital de campanha. (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

Certamente era difícil imaginar que um dia veríamos o Presidente Vargas ser utilizado como hospital. Ocorre que o mundo como vivíamos não existe mais e os impactos mais graves do novo coronavírus no Brasil e em Fortaleza sequer começaram. Não se trata de opinião. São fatos que a pandemia vai determinar. No mundo, são mais de 600 mil casos e 28 mil mortes.

Diante do claro cenário emergencial jamais visto, a prefeitura optou  - e já está construindo - a estrutura para o estádio do Benfica receber cerca de 300 leitos para o tratamento de pacientes atestados com a Covid-19.

Não são raros os questionamentos sobre a escolha do PV. Assim, em conversa com representante do Ministério Público que participou de reunião onde os motivos foram expostos, elenco abaixo as justificativas:

- Construir no PV é melhor do que montar uma estrutura no Centro de Eventos ou no CFO, especialmente porque teriam que fazer reforma, quebrar estruturas para colocar tubulações especiais de hospitais. No PV as tubulações serão feitas no campo e já com a estrutura adequada. É preciso também a utilização de um lugar que não fosse totalmente fechado e com um sistema de refrigeração para que haja renovação do ar; para além disso, a estrutura do PV não permite invasões.

- Sobre não aproveitar leitos vagos em hospitais privados as explicações são as seguintes: pelas inspeções feitas em tais hospitais, seriam gastos valores relevantes para recuperar estruturas que não estão ideais e há um grande problema: os leitos seriam pulverizados, o que dificultaria o controle e a eficiência. A alegação é de que em um único lugar, aproveita-se toda estrutura de rouparia, alimentação e toda a logística possível. Assim, alega a prefeitura, é preferível ter uma lugar exclusivo para a Covid-19 c do que os mesmos 300 leitos espalhados em várias unidades.

- Em relação ao custo físico da obra, estimativa é de R$ 5 milhões. O restante do investimento será em serviço médico, profissionais, máquinas, equipamentos, móveis, alimentação e estrutura que seriam gastos em qualquer lugar. O período de ocupação previsto inicialmente é de seis meses, podendo ser reduzido ou ampliado com facilidade.

É importante destacar que o Ministérios Públicos Estadual (MPCE) e Federal (MPF) requisitaram, nesta sexta-feira (27), que a Secretaria de Saúde de Fortaleza (SMS) apresente, em até 10 dias, uma série de documentos e informações acerca da instalação de um hospital de campanha no Estádio Presidente Vargas, justamente comprovando as alegações.

Foram solicitados também o projeto do hospital; estudo de viabilidade e do perfil assistencial; documento de anuência da autoridade sanitária do Estado; se há garantia de mão de obra especializada para implantação dos leitos; aquisição de EPIs; e quando será feita a entrega de camas, respiradores e demais equipamentos.

 

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