Guilherme Gonsalves escreve sobre política cearense com foco nas atuações Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), mostrando os seus bastidores desdobramentos no jogo político e da vida do cidadão. Repórter de Política do O POVO, setorista do Poder Legislativo, comentarista e analista. Participou do programa Novos Talentos passando pelas editorias de Audiência e Distribuição e Economia, além de Política. Também escreve sobre cinema para o Vida&Arte
Foto: FCO FONTENELE
MINISTRO Camilo Santana e governador Elmano de Freitas: a incerteza que se insinua para 2026 no CE
Camilo Santana (PT), ministro da Educação, deve deixar a pasta até o final de março. A desincompatibilização já estava definida. O prazo permite que o titular do MEC possa disputar as eleições, mas segundo o petista, é para reforçar as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Elmano de Freitas (PT), no Ceará.
"Essa é uma decisão que temos até março para tomar, mas quero dizer claramente que o meu candidato, que eu vou trabalhar será Elmano de Freitas para ser reeleito governador do Ceará e Lula para ser reeleito para presidente desse país", respondeu a João Paulo Biage, correspondente do O POVO em Brasília, em entrevista na sede do Ministério nesta segunda-feira, 19.
"Tenho mandato (de senador). E poderei voltar para o mandato exatamente para me dedicar. Você sabe que papel de ministro é do Brasil inteiro, então a gente fica ausente do nosso Estado. Vou me dedicar muito para que no Ceará não haja retrocesso e nem haja retrocesso no Brasil", afirmou.
Questionado pelo colega jornalista se voltará a partir de março para o Congresso, Camilo declarou que conversará com Lula. O prazo de desincompatibilização para estar apto a cargos eletivos é final de março, a eleição acontecerá em outubro.
"Quero deixar muito claro, qualquer saída minha do Ministério será para me dedicar a reeleição do governador Elmano e do presidente Lula", completou.
Camilo é visto como peça fundamental do PT não só no Ceará, mas também no Brasil. Alas avaliam que possa vir a concorrer a governador, em caso de maior viabilidade do que o seu sucessor, e o ministro também já é testado como possível sucessor de Lula. Até troca de ministério foi cogitada, pensando em sua força política e visibilidade.
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