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A insatisfação e a falta de unanimidade do PSB com Júnior Mano
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Guilherme Gonsalves escreve sobre política cearense com foco nas atuações Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), mostrando os seus bastidores desdobramentos no jogo político e da vida do cidadão. Repórter de Política do O POVO, setorista do Poder Legislativo, comentarista e analista. Participou do programa Novos Talentos passando pelas editorias de Audiência e Distribuição e Economia, além de Política. Também escreve sobre cinema para o Vida&Arte

A insatisfação e a falta de unanimidade do PSB com Júnior Mano

O deputado federal tenta se viabilizar para ser candidato a senador, mesmo tendo resistências internas
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Deputado federal Junior Mano com  o senador Cid Gomes, o prefeito de Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE Deputado federal Junior Mano com o senador Cid Gomes, o prefeito de Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves

O deputado federal Júnior Mano se filiou ao PSB após ser expulso do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, por apoiar Evandro Leitão (PT) para prefeito de Fortaleza. Porém, o ingresso no partido não passou pela direção estadual da sigla socialista e foi diretamente articulada pelo senador Cid Gomes (PSB) na cúpula nacional.

De lá pra cá, Cid afirmou que, se o PSB tiver direito a uma vaga na chapa majoritária, ele defende que seja para Júnior Mano, como candidato a senador. O deputado tem apoio de dezenas de prefeitos, o que o cacifa para o posto, mas não é unanimidade no governismo cearense, e nem mesmo no partido presidido por Eudoro Santana, pai de Camilo Santana (PT).

A esposa do deputado, Giordanna Mano, prefeita de Nova Russas, recém se filiou ao PSB, deixando o PRD. Ela anunciou pré-candidatura a deputada federal, ocupando o espaço que hoje é do marido. Tal movimento não agradou deputados estaduais.

A decisão de lançar a esposa prefeita não foi algo discutido pelo partido e não estava no horizonte dos planos tratados internamente. O PSB planeja eleger seis deputados federais no Ceará e articula nomes como o de Roger Aguiar, ex-prefeito de Marco. Com Giordanna no páreo, a conta se torna mais complexa.

Essas movimentações de Júnior Mano são vistas como planejamento individual, que deixam o partido à parte. A insatisfação interna existe por se acreditar que acabam prejudicando deliberadamente o PSB em suas estratégias. Além disso, o deputado estaria articulando candidaturas a deputado estadual pelo PRD, indo em sentido contrário ao fortalecimento da bancada do PSB.

Em meio a este novo cenário, Júnior Mano nunca foi unânime na base governista. Ele é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de desvios de emendas parlamentares, fazendo com que parte do Abolição tivesse um pé atrás quanto a ele, tendo dificuldade de se viabilizar candidato a senador mesmo com o apoio de Cid e muitos prefeitos.

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