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Henrique Araújo é jornalista e mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Articulista e cronista do O POVO, escreve às quartas e sextas-feiras no jornal. Foi editor-chefe de Cultura, editor-adjunto de Cidades e editor-adjunto de Política.

Entenda quais foram os principais recados de Lula em seu discurso

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LULA concedeu entrevista à revista francesa Paris Match (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP LULA concedeu entrevista à revista francesa Paris Match

Em fala de mais de uma hora nesta quarta-feira, 10, o ex-presidente Lula enviou recados em muitas direções e a muitos atores políticos, dentre eles o ex-juiz Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro.

Moro

O petista evitou críticas duras ao MP ou ao Supremo, que demorou para acatar argumento apresentado pela defesa desde o início do processo do caso de Guarujá. Mas não poupou Sergio Moro.

Sobre o ex-juiz, Lula disse: “Nós vamos continuar brigando para o Moro ser considerado suspeito, porque ele não tem o direito de se transformar no maior mentiroso da história do brasil e ser considerado herói por aqueles que queriam me culpar”.

Bolsonaro

O petista endereçou boa parte de suas críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Sobre ele, disse que o “governo não tem projeto” e lembrou que Bolsonaro quer armar a população, e não criar emprego.

“Esse país não tem governo, esse país não cuida do emprego, não cuida da saúde, da educação, da periferia. Do que eles cuidam?”, discursou Lula.

Moderação

Lula também acenou ao centro tanto ao lembrar do ex-vice José Alencar, eleito em 2002 na chapa encabeçada pelo petista, como quando respondeu a questionamento sobre elogio de Rodrigo Maia (DEM), ex-presidente da Câmara.

“Se o Rodrigo Maia quiser conversar, não tenha dúvida. Eu estou aberto a conversar com qualquer pessoa sobre democracia, sobre vacina já, auxílio emergencial e emprego neste país. E se quiser dar um passo a mais e conversar sobre tirar o Bolsonaro, eu estou mais feliz ainda”, declarou.

Vacina e pandemia

Lula foi enfático sobre a vacina. Não só avisou que pretende se vacinar semana que vem, mas encampou campanha “vacina já” e recomendou: “Não sigam nenhuma decisão imbecil do presidente ou do ministro da Saúde. Tomem vacina”.

Panorama internacional

O petista tratou da visão internacional que o Brasil tem hoje ao citar articulações e nomes de autoridades que o apoiaram. Assim, tenta se apresentar como liderança não apenas local, mas global, papel que cumpriu parcialmente durante seus mandatos.

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