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Wagner anuncia apoio do Pros e ironiza: "Enquanto eles brigam lá, estou aproveitando pra trabalhar"
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Henrique Araújo é jornalista e mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Articulista e cronista do O POVO, escreve às quartas e sextas-feiras no jornal. Foi editor-chefe de Cultura, editor-adjunto de Cidades e editor-adjunto de Política.

Wagner anuncia apoio do Pros e ironiza: "Enquanto eles brigam lá, estou aproveitando pra trabalhar"

Até agora, Wagner soma seis legendas no seu arco de aliança: além do União, partido que preside no Ceará, integram o bloco Podemos, Avante, PSC, PTB e Pros
Tipo Notícia
WAGNER tem tentado articular 
apoios de partidos (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação WAGNER tem tentado articular apoios de partidos

Principal nome da oposição ao governo de Izolda Cela (PDT) e do ex-governador Camilo Santana (PT), o deputado federal licenciado Capitão Wagner (União Brasil) anunciou apoio do Pros a sua pré-candidatura ao Palácio da Abolição.

Até agora, Wagner soma seis legendas no seu arco de aliança: além do União, partido que preside no Ceará, integram o bloco Podemos, Avante, PSC, PTB e Pros.

Desde que começou a concorrer a cargo majoritário, esse já é um dos maiores leques de adesão de siglas mais robustas ao nome do parlamentar, que vem de uma disputa pela Prefeitura de Fortaleza, em 2020, na qual foi ao segundo turno contra José Sarto (PDT), eleito gestor da capital cearense.

“Acabamos de fechar mais um partido. Fechamos o apoio do Pros. Tem outros partidos com que estamos conversando também, inclusive alguns que estão na base do governo. Nossa perspectiva é ampliar o arco de aliança”, contou o pré-candidato em conversa com O POVO.

Em seguida, ironizou: “Enquanto eles brigam lá, estou aproveitando para trabalhar e para avançar”, disse, numa referência às tensões e desentendimentos que cercaram evento do PDT na última quarta-feira, dia 15, na esteira de declaração de Carlos Lupi, dirigente nacional trabalhista, em favor do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT), cotado para concorrer ao Governo.

Nessa tentativa de fortalecer o time da oposição no Ceará, Wagner fez aceno às legendas da base governista, como PSD, PP e MDB, que, embora não seja formalmente parte das forças de sustentação das administrações pedetistas, já demonstrou inclinação a apoiar uma possível candidatura de Izolda.

“Se alguém que está lá no governo”, disse Wagner, “estiver insatisfeito e quiser vir pra somar, a gente está de braços abertos. Quem achar que lá não tem espaço, pode vir pra cá que a gente está querendo construir junto”.

De olho nas dificuldades que o grupo de Cid e Ciro Gomes vem tendo de fechar um arranjo para as eleições de 2022 que inclua o PT, o representante do União Brasil agendou a convenção do partido para o último dia previsto no calendário eleitoral: 5 de agosto.

Antes desse prazo, a intenção do pré-candidato é fazer movimentos simultâneos, tentando atrair mais partidos do mesmo espectro ideológico, enquanto mantém tratativas com atores políticos que hoje orbitam o governismo, como o PSD do ex-vice-governador Domingos Filho.

Um dos alvos de Wagner, por exemplo, é o PL de Acilon Gonçalves, prefeito do Eusébio, que ainda não definiu se terá candidatura própria ao Governo ou se irá apoiar o pré-candidato do União Brasil no pleito de outubro.

Com um pé no bloco que comanda Estado e Prefeitura de Fortaleza, Acilon tenta se equilibrar na corrida eleitoral, já que uma ala expressiva da sigla liberal, da qual fazem parte os deputados estaduais Silvana Oliveira e André Fernandes, pressiona para que a agremiação declare apoio ao deputado já no primeiro turno.

“Acredito que nossa postura de ficar distante dessa confusão é a melhor, vou continuar distante. Deixa eles se entenderem lá. Se não entenderem e alguém quiser nos apoiar, vamos estar de braços abertos”, repetiu Wagner, deixando uma porta aberta para apoios tanto de um lado quanto do outro.

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