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A traição sempre presente na política
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Jornalista e bacharel em Comunicação Social e Direito

A traição sempre presente na política

Os livros biográficos e históricos estão repletos de exemplos do tipo. São incontáveis os casos de tramas ocorridas na política, na vida familiar, social, conjugal, empresarial e política Ou seja, seria uma traição de um importante aliado.
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Vice-prefeito de Iguatu, Francisco das Frutas, e prefeito Roberto Filho, ambos do PSDB (Foto: Reprodução/ Instagram @robertofilhoprefeito)
Foto: Reprodução/ Instagram @robertofilhoprefeito Vice-prefeito de Iguatu, Francisco das Frutas, e prefeito Roberto Filho, ambos do PSDB

A traição faz parte da política e há relatos históricos oriundos da antiga Grécia e do antigo império romano, dos quais herdamos costumes, leis e modelos de vida em sociedade. Os livros biográficos e históricos estão repletos de exemplos. São incontáveis os casos de tramas ocorridas na política, na vida familiar, social, conjugal, empresarial e política.

Vamos nos deter à cena política local. Já ouvi várias vezes líderes políticos afirmarem que 'a política detesta o traidor, mas gosta da traição'. A última audição por mim observada pessoalmente ocorreu no início de janeiro de 2024, quando o prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor (PSD) que havia sido afastado, retornava ao poder, por força de liminar concedida no TSE. A frase foi pronunciada por Domingos Filho (PSD), líder político estadual, que veio prestigiar a posse do correligionário.

Certamente, Domingos Filho referia-se ao vereador Ronald Bezerra (União) que era presidente da Câmara de Vereadores, eleito com apoio de Lavor, e assumira o cargo de prefeito, após afastamento de Lavor, cerca de um ano antes. Com a caneta na mão e o carimbo de prefeito sobre a mesa, não durou muito e Ronald Bezerra rompeu relações com Lavor e lançou seu nome à sucessão municipal, cuja pré-candidatura foi inviabilizada mediante o retorno de Ednaldo Lavor a dez meses das eleições municipais.

No último dia 14, o TRE julgou processo de cassação contra o prefeito de Iguatu, Roberto Filho (PSDB). O placar era 3 a 2. Faltava apenas o voto da presidente da corte que foi favorável ao gestor municipal em uma decisão inédita que terminou empatada, beneficiou o réu e afastou o risco de perda de mandato. O clima era de expectativa e de incertezas em Iguatu.

Passado o julgamento, vieram à tona conversas que sinalizaram movimentação do atual presidente da Câmara, Diego Felipe (Avante), que poderia assumir o cargo de prefeito e até ser candidato, em uma eleição extraordinária, nos bastidores, em articulação com Ednaldo Lavor e com outras lideranças políticas, sem a ciência de Roberto Filho.

Ou seja, seria uma traição de um importante aliado.

Roberto mantém o silêncio. Felipe nega. Alguns confirmam o fato. Outros rebatem. Boato ou verdade? Vale aqui o dito popular - 'onde há fumaça, há fogo'? Há, entretanto, uma certeza, a traição ou tentativa provoca a perda de confiança.

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