Jornalista e bacharel em Comunicação Social e Direito
Jornalista e bacharel em Comunicação Social e Direito
Costumava-se afirmar que no Brasil, o ano só começa após o Carnaval. A rapidez das comunicações transformou a sociedade e colocou fim à assertiva que era corriqueira.
Neste ano, teremos eleições e antes mesmo da festa do frevo, do samba, das antigas marchinhas e de outros ritmos que se inseriram no repertório carnavalesco, a imprensa e as lideranças políticas já revelam e debatem intensas movimentações de pré-candidatos ao governo do Estado e ao Senado, no Ceará.
Ciro Gomes vai sair mesmo candidato ao Palácio da Abolição? E o atual governador, Elmano de Freitas terá força eleitoral para disputar a sua reeleição, que é um direito natural, digamos assim? Sempre o tempo tem a resposta. Entretanto, fugindo da acomodação de querer esperar a decisão futura, analisemos o pretérito.
Quem me pergunta sobre o que acho das chances eleitorais de Elmano de Freitas, costumo compará-lo com Lúcio Alcântara. Embora tenha sido eleito no primeiro turno (até ele deve ter ficado surpreso), no refrão de marketing eleitoral, "Lula, Camilo e Elmano", a realidade parece não permitir repetição da vitória expressiva e inesperada em 2022, por ser um governante insosso, politicamente falando.
Analiso que Elmano perdeu o tempo político de gestão. Ficou 'preso', sem anunciar quase projetos próprios, tentando concluir obras deixadas por Camilo. Pasmem, ainda hoje uma simples Casa da Mulher Cearense não foi concluída em Iguatu. E para ficarmos restritos ao Centro-Sul cearense, a rodoviária e a sede do Detran, em Icó, só foram retomadas recentemente. Por isso, veio a propaganda: 'Ceará não para, não para'.
As finanças estaduais estavam com dificuldades? Ou faltou gestão? Qual a marca da administração Elmano? Parece não existir. Diante desse quadro, mesmo com apoio de prefeitos (que não transferem a maioria dos seus votos), Elmano chega às vésperas das eleições em situação que nos traz dúvidas.
Ciro parece estar voltando para onde começou: aliado à direita, ao pensamento da antiga UDN, depois Arena e mais tarde PDS, na redemocratização. Mostra-se confortável fazer oposição ao lado daqueles que pensam completamente diferente do que defende o ex-governador cearense (1991- 1994).
Estaria ocorrendo no âmbito estadual um cansaço do ciclo com o PT? Nesse percurso, um nome sobressalente vai se livrar de amarras legais, Camilo Santana, para ficar na reserva. Cada eleição tem sua história e a desse ano vai ter muito o que contar e nos ensinar.
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