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Estagiária e colunista de futebol feminino e pautas raciais do Esportes do O POVO. Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Sete de Setembro (UNI7), já passou por assessorias de imprensa e foi repórter colaborativa da plataforma de notícias VAVEL Brasil

Iara Costa esportes

Fim do Brasileirão Feminino A2 para o Ceará e início das Olimpíadas para o Brasil

Fator psicológico atrapalhou equipe alvinegra em mais uma busca pelo acesso. Sem times cearenses em campo, é hora de torcer pelo ouro da seleção brasileira em Tóquio
Tipo Opinião
Cresspom conseguiu segurar o ímpeto do Ceará e ficou com a vaga na elite do futebol feminino brasileiro (Foto: Júlio César Silva/Ceará SC)
Foto: Júlio César Silva/Ceará SC Cresspom conseguiu segurar o ímpeto do Ceará e ficou com a vaga na elite do futebol feminino brasileiro

Fim da linha para o Ceará no Brasileirão Feminino A2. No último final de semana, as Alvinegras de Itaitinga deram adeus ao certame nacional após uma derrota por 2 a 0 diante do Cresspom-DF, mesmo algoz das Leoas do Fortaleza. A partida, que valia o acesso à elite da modalidade, foi a pior jogada pela equipe comandada por Jorge Victor. Como um dejà vu da temporada 2020, o time levou um gol nos primeiros minutos de partida e se desestabilizou.

Dentro de campo, a equipe que passou o campeonato chamando a atenção pela potência do ataque — foram 27 gols marcados — teve dificuldade em finalizar com firmeza e acertar o último passe. Não por falta de qualidade das atletas, mas sim por um nervosismo que notoriamente atravessava a tela de transmissão. Num campeonato de mata-mata, mais do que jogar bem, é preciso saber administrar o jogo taticamente e, principalmente, mentalmente.

Trago o maior exemplo disso da terra dos hermanos. Quem gosta de competições como a Copa Libertadores sabe que o River Plate tem sido uma pedra no sapato dos adversários na hora do mata-mata. Isso ocorre não apenas pelo fato de o time ser comandado pelo inteligente Marcelo Gallardo, mas porque, desde que chegou ao time milionário, o técnico fez questão de trabalhar psicologicamente os atletas. Sandra Rossi é a profissional por trás do sucesso de Gallardo. Ela não só escuta os jogadores do River, mas treina a mente deles para ajustar a atuação mental do time em campo, fazendo com que os atletas não levem para campo problemas pessoais, não sintam pressão de maneira negativa ao precisar correr atrás de um resultado — como foi o caso do Ceará — auxiliando o grupo quanto ao nível de atenção em campo.

O elenco do Ceará demonstrou que tem muito a dar, mas precisa ampliar os treinos para o campo psicológico. Caso contrário, a participação na Série A2 do Brasileirão Feminino vai bater e bater na trave como num jogo de azar. Vale informar que, como passaram da fase de grupos, Ceará e Fortaleza estão confirmados na Série A2 do Brasileirão Feminino de 2022. É de notória importância, então, que as equipes mantenham a base de seus projetos caso busquem resultados a longo prazo. 

Começa a Olimpíada de Tóquio

Com o fim das participações dos times cearenses no Brasileirão Feminino Sub-18 e no Brasileirão Feminino Série A2, as equipes devem se focar no Estadual 2021, ainda sem data marcada. O que nos "resta" é acompanhar a seleção feminina na Olimpíada de Tóquio. A equipe comandada por Pia Sundhage estreia na madrugada/início de manhã desta quarta-feira, 21, às 5 horas, diante da China. 

As jogadoras canarinhas fazem parte do Grupo F, em companhia também de Países Baixos e Zâmbia. Elas chegam com uma boa campanha no pré-olímpico (7 vitórias, 31 gols marcados e 2 sofridos). A expectativa é que o time não tenha grande trabalho para avançar da fase inicial da competição, mas isso não coloca as brasileiras como grandes favoritas, afinal, também há Estados Unidos, Países Baixos e Suécia em busca da medalha dourada.

O que não quer dizer que a equipe verde-e-amarela não possa surpreender. Essa é a principal expectativa dos fãs de futebol feminino que irão acordar (ou não dormir) para acompanhar o time em solo japonês. 

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