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Estagiária e colunista de futebol feminino e pautas raciais do Esportes do O POVO. Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Sete de Setembro (UNI7), já passou por assessorias de imprensa e foi repórter colaborativa da plataforma de notícias VAVEL Brasil

Iara Costa esportes

A Olimpíada das manifestações e da igualdade de gênero

Aconteça o que acontecer daqui para frente, essa edição dos Jogos Olímpicos já está na história, para bem e para o mal
Tipo Opinião
Fogos de artifício iluminam o céu sobre o Estádio Olímpico durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em Tóquio, em 23 de julho de 2021. (Foto de Charly TRIBALLEAU / AFP) (Foto: Charly  TRIBALLEAU / AFP)
Foto: Charly TRIBALLEAU / AFP Fogos de artifício iluminam o céu sobre o Estádio Olímpico durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em Tóquio, em 23 de julho de 2021. (Foto de Charly TRIBALLEAU / AFP)

A abertura da Olimpíada de Tóquio, ocorrida na última sexta-feira, 23, foi repleta de fortes imagens: um estádio com capacidade para 68 mil espectadores sem público, apenas quatro atletas representando o Brasil no desfile por conta da pandemia do novo coronavírus e uma mulher preta, que luta contra a depressão originada pelo racismo que sofreu, acendendo a pira olímpica. Aconteça o que acontecer daqui para frente, essa edição dos Jogos Olímpicos já está na história, para bem e para o mal.

No sentido negativo, o evento esportivo está acontecendo sob pouco apoio do povo japonês. De acordo com o jornal local Asahi Shimbun, apenas 14% da população está de acordo com a realização do evento. Não à toa, já que Tóquio declarou estado de emergência há poucos dias do início da competição. Apesar de estar acontecendo sem público, o povo teme que a reunião esportiva entre diferentes nações acabe por piorar a situação da pandemia no país e tem medo da chegada de uma possível variante do patógeno.

Não há como culpá-los por essas inseguranças, já que temos como exemplo a realização da Copa América no Brasil. De acordo com o Instituto Adolfo Lutz, a competição continental trouxe uma nova variante da doença ao Brasil. 

Do outro lado da moeda, a Olimpíada de Tóquio terá como marca ser a edição com maior percentual de participação feminina: 49%. Do lado do Brasil, muitas delas representam chances de medalha, principalmente nos novos esportes. A maior presença de mulheres é representativa e deve ser celebrada.

Apesar disso, ainda há muito o que avançar, pois as mulheres — e também os homens — presentes no evento não poderão levantar suas bandeiras de luta em pódio. O Comitê Olímpico Internacional só permitiu manifestações políticas vindas ocorressem fora do pódio. Além disso, a organização não deixou claro se tais atitudes podem gerar punição. A atitude mostra que, embora avanços tenham ocorridos, eles seguem atrasados se comparados ao mundo em geral.

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