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Futebol baiano surge como destaque nordestino na temporada 2026 do futebol feminino
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Jornalista e colunista de futebol feminino do Esportes do O POVO. Graduada em Jornalismo no Centro Universitário Sete de Setembro (Uni7). Já passou por assessorias de imprensa e foi repórter colaborativa da plataforma de notícias VAVEL Brasil

Iara Costa esportes

Futebol baiano surge como destaque nordestino na temporada 2026 do futebol feminino

Estado nordestino terá dois representantes no Brasileirão Feminino A1, o Bahia e o Vitória
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Bahia vive pré-temporada e se prepara para mais um ano no Brasileirão Feminino A1.  (Foto: Letícia Martins/EC Bahia)
Foto: Letícia Martins/EC Bahia Bahia vive pré-temporada e se prepara para mais um ano no Brasileirão Feminino A1.

Com a saída definitiva do Fortaleza do Brasileirão Feminino A1 — agora a equipe se encontra sem divisão —, restou ao futebol cearense botar os olhos no Brasileirão Feminino A3 e na Copa do Brasil da modalidade para acompanhar um time local em torneios nacionais. É um encolhimento duro de aceitar, sobretudo para um estado que já teve protagonismo recente na elite e que, hoje, observa de fora aquilo que ajudou a construir.

Com a previsão de um time cearense a menos nos torneios, caso o torcedor esteja buscando representatividade nordestina na A1, a resposta acaba ficando na Bahia, estado que terá dois representantes no Brasileirão Feminino da primeira divisão. Não por acaso. O espaço deixado pelo Ceará foi rapidamente ocupado por projetos que souberam se organizar, manter investimentos e, principalmente, entender o futebol feminino como política esportiva.

O Bahia disputa o torneio pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, fechou uma ótima campanha com o título estadual. Antes disso, cruzou com as Leoas na Copa Maria Bonita e acabou eliminado nas semifinais, mas nem a perda do título tirou os méritos do ano. Na A1, o time havia se classificado para o mata-mata e caiu muito mais pelo azar de encontrar o Corinthians logo no início do que por falta de competitividade. Na Copa do Brasil, a eliminação diante da Ferroviária também foi honrosa, nas semifinais, dentro de um contexto de enfrentamento com projetos já consolidados.

Dá para dizer que o projeto baiano tem constância, algo raro no cenário nacional. Para quem deseja acompanhar a A1 torcendo por um time da Região — apesar das rivalidades nordestinas, claro —, o Bahia surge como a opção mais estável e confiável.

O Vitória será o outro representante nordestino na elite. O projeto chega de forma surpreendente, herdando uma das vagas abertas pelas desistências de Fortaleza e Real Brasília. Ainda é cedo para medir o tamanho do investimento, mas o clube se posicionou desde os primeiros rumores de saída com estrutura mínima para competir. Não parece ser um time montado apenas para cumprir tabela, o que já é um ponto positivo.

Cabe o elogio ao futebol baiano, que soube ocupar o espaço deixado. Mas cabe, sobretudo, o lamento. Ceará e Fortaleza já tiveram cacife para estar ali e, quem sabe, termos hoje um Clássico-Rainha na Série A, e não apenas um Ba-Vi como referência nordestina na elite. Hoje, isso soa infelizmente como um sonho distante, mas a torcida é para que não permaneça assim por muito tempo.

Foto do Iara Costa

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